sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Que calorão!



Pronto. Bastou chegar o mês de novembro e nós gaúchos já estamos padecendo com o calor exagerado. Tem razão quem afirma que gaúcho é um sobrevivente. No Rio Grande do Sul é assim, ou é muito frio ou é muito quente. O meio tempo é uma exceção. Uma raridade. E nos últimos anos o período de calor tem vingado com força. E eu que não compreendia a saga migratória anual dos gaúchos para o litoral, começo a acreditar que é em busca de uma brisa qualquer ou de um local prá se banhar, mesmo que seja de água marrom e fria.

Prá quem tem a sorte de morar em cidade grande o apelo dos shoppings é cada vez maior. Pelas ofertas ou produtos diferenciados? Não. Pelo ar-condicionado. E aqueles que não moram nas grandes cidades? Esses apelam prá qualquer lugar que tenha ar-refrigerado. De supermercado até câmara frigorífica de açougue. E se não tem mar por perto apelam prá banho de rio, sanga, açude e até banho de mangueira. E cá entre nós. Como é bom um banho de mangueira quando faz calor demais, né? Ah, e tem a piscina. Mas essa é prá quem pode.

Mas quem sofre mesmo com o calor é quem mora no campo. Deus do céu. Quando tem água encanada e luz elétrica ainda dá prá agüentar. Mas quando não tem? Virgem, sofro só de pensar. Mas e os prejuízos causados pela seca? Sim, pois aqui no Rio Grande do Sul quando faz calor de verdade a conseqüência é a falta de chuva. Ou a estiagem, como alguns dizem. E junto com a seca vêm os danos a lavoura. E com eles o prejuízo da economia gaúcha, lastreada que é pela produção primária.

Mas se o calorão gaúcho se tornou rotineiro, o que o governo (na acepção universal da palavra) está fazendo para minimizar esta situação cada vez mais freqüente? Pelo que eu sei muito pouco. Algumas barragens estão sendo construídas. Poucas é verdade. E quase sempre com as obras andando em passo de tartaruga. Alguns poços artesianos foram construídos. Não lembro bem, mas parece que o Estado mandou construir alguns açudes. Poucos também.  Mas isto não é um problema desse governo. Dos anteriores também. Mas não dá prá negar que a situação piora a cada verão, o exige colocar o assunto como prioridade de governo. De qualquer governo.

Enquanto isto não acontece seja o que Deus quiser. Ou seja, preparemo-nos para mais um verão daqueles.

Imagem: facebook.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário