Os bandidos perderam o medo
da polícia. E agora?
da polícia. E agora?
Realmente os tempos mudaram. Para melhor e para
pior. No caso da segurança pública, infelizmente, para pior. No Brasil e no Rio
Grande do Sul. E os exemplos são muitos e visíveis. O mais gritante (e preocupante)
e recente de todos é o morticínio de policiais em São Paulo. Vendo seus
interesses contrariados, os líderes do PCC resolveram radicalizar. Numa
inversão de papéis mandaram seus asseclas perseguirem e matarem policiais. E
mais, copiando o mau exemplo dos comparsas do Rio de Janeiro, resolveram
aterrorizar a vida do cidadão, ateando fogo em ônibus e disparando
aleatoriamente contra civis. E já se tem notícias, no caso de atentados contra
policiais, de casos esporádicos em outros estados.
Como toda ação corresponde a uma reação, já começam
a surgir grupos de extermínio de bandidos, compostos por policiais. Ou seja,
uma situação de guerra civil, como bem definiu Paulo Brossard em sua coluna
semanal no jornal Zero Hora. Por trás
desse cenário hollywoodiano, atuando como patrocinador, está o tráfico de
drogas. Droga está produzida (em sua imensa maioria) fora do país e que entra
livremente por nossas fronteiras. Por isso que, no meu entender, é
incompreensível a presença das forças armadas nas favelas cariocas. Deveriam
estar nas fronteiras, impedindo a entrada de armas e drogas. O que estão
fazendo é apenas “enxugar gelo”. Atuar pontualmente. Ou seja, as autoridades
responsáveis pela segurança pública estão adotando medidas paliativas (midiáticas)
e não preventivas ou curativas.
O mesmo, embora em proporções menores, acontece no
Rio Grande do Sul. Se ainda não estão matando policiais e nem queimando ônibus,
a criminalidade já aterroriza a todos indiscriminadamente, desde crianças até
idosos, das grandes e das pequenas cidades. Acham exagero? Então por que ainda
não prenderam a(s) quadrilha(s) que desde o início do ano estão explodindo
terminais eletrônicos bancários? Por que não estancam o crescimento do roubo de
veículos? E por que não inibem a venda de crack? Será preciso que surjam
cracolândias para que algo seja feito? É a proliferação de drogados que faz
surgir facínoras transloucados que atiram propositadamente em policiais e
pessoas inocentes.
Foi-se o tempo em que o grito de “polícia” fazia
tremer os marginais. Hoje é o grito de “assalto” que amedronta a sociedade. Já
que as autoridades não priorizam o assunto e tomam providências para acabar de
vez com a insegurança, principalmente valorizando e protegendo o policial, rezemos para que ao menos os policiais façam alguma
coisa. Se não para amedrontar a bandidagem, pelo menos para salvar as suas e as
nossas vidas.
Enquanto ainda dá tempo.
Imagem: ultimosegundo.ig.com.br

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