segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Os bandidos perderam o medo
 da polícia. E agora?



Realmente os tempos mudaram. Para melhor e para pior. No caso da segurança pública, infelizmente, para pior. No Brasil e no Rio Grande do Sul. E os exemplos são muitos e visíveis. O mais gritante (e preocupante) e recente de todos é o morticínio de policiais em São Paulo. Vendo seus interesses contrariados, os líderes do PCC resolveram radicalizar. Numa inversão de papéis mandaram seus asseclas perseguirem e matarem policiais. E mais, copiando o mau exemplo dos comparsas do Rio de Janeiro, resolveram aterrorizar a vida do cidadão, ateando fogo em ônibus e disparando aleatoriamente contra civis. E já se tem notícias, no caso de atentados contra policiais, de casos esporádicos em outros estados.

Como toda ação corresponde a uma reação, já começam a surgir grupos de extermínio de bandidos, compostos por policiais. Ou seja, uma situação de guerra civil, como bem definiu Paulo Brossard em sua coluna semanal no jornal Zero Hora.  Por trás desse cenário hollywoodiano, atuando como patrocinador, está o tráfico de drogas. Droga está produzida (em sua imensa maioria) fora do país e que entra livremente por nossas fronteiras. Por isso que, no meu entender, é incompreensível a presença das forças armadas nas favelas cariocas. Deveriam estar nas fronteiras, impedindo a entrada de armas e drogas. O que estão fazendo é apenas “enxugar gelo”. Atuar pontualmente. Ou seja, as autoridades responsáveis pela segurança pública estão adotando medidas paliativas (midiáticas) e não preventivas ou curativas.

O mesmo, embora em proporções menores, acontece no Rio Grande do Sul. Se ainda não estão matando policiais e nem queimando ônibus, a criminalidade já aterroriza a todos indiscriminadamente, desde crianças até idosos, das grandes e das pequenas cidades. Acham exagero? Então por que ainda não prenderam a(s) quadrilha(s) que desde o início do ano estão explodindo terminais eletrônicos bancários? Por que não estancam o crescimento do roubo de veículos? E por que não inibem a venda de crack? Será preciso que surjam cracolândias para que algo seja feito? É a proliferação de drogados que faz surgir facínoras transloucados que atiram propositadamente em policiais e pessoas inocentes.

Foi-se o tempo em que o grito de “polícia” fazia tremer os marginais. Hoje é o grito de “assalto” que amedronta a sociedade. Já que as autoridades não priorizam o assunto e tomam providências para acabar de vez com a insegurança, principalmente valorizando e protegendo o policial, rezemos para que ao menos os policiais façam alguma coisa. Se não para amedrontar a bandidagem, pelo menos para salvar as suas e as nossas vidas. 

Enquanto ainda dá tempo.

Imagem: ultimosegundo.ig.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário