Encruzilhada
moral
Apenas
uma semana após o término da eleição para a prefeitura de Porto Alegre já se
começa a falar na montagem do segundo governo de José Fortunati. Com isso já
começam também as pressões dos partidos que estão e estarão apoiando o
prefeito. E são nove: PDT, PMDB, PTB, PP, PPS, DEM, PRB, PON e PTN. Cinco a
mais do que a coligação que apoiou José Fogaça e Fortunati em 2008. Não obstante mais
do que dobrar o número de partidos que esperam colocação no seu governo, José Fortunati terá que lidar com o desejo de ampliação de espaço dos partidos que
integram sua atual gestão, respectivamente, PDT (que conseguiu eleger a maior
bancada na Câmara de Vereadores), PMDB (que ocupa a vaga de vice-prefeito), PTB
(que abriu mão da vaga de vice-prefeito em troca de mais espaço
administrativo) e PP (que desta vez apoiou Fortunati no primeiro turno,
contrariando desejo da senadora Ana Amélia Lemos).
Mas
apesar desse problema político-partidário, Fortunati terá que lidar com outro
bem mais importante para o seu futuro político (nos próximos quatro anos e
depois). Qual o perfil que dará ao seu
segundo governo? Técnico ou político? Ou os dois? Neste caso, prá qual lado a
balança irá pender? A resposta a todas essas questões se faz importante tendo
em vista que o quesito gestão foi a tônica da eleição deste ano. Quem não se
lembra das palavras inovação, experiência, competência, qualidade, e outras
mais, exaustivamente pronunciadas por todos os candidatos, seja na propaganda
eleitoral ou nos debates?
Essa
é, ao meu ver, a grande encruzilhada moral de Fortunati. Ser fiel às urnas ou aos partidos aliados?
Sim, pois essa é a resposta que os porto-alegrenses estão esperando do prefeito
reeleito de Porto Alegre, no momento em que se prepara para a montagem da sua
equipe de governo para os próximos quatro anos. Nesse sentido, o que importa
mais? Ampliar o número de secretarias para poder acomodar os suplentes de vereador
ou racionalizar a estrutura existente para fazer a máquina pública municipal
ser mais eficiente e produtiva?
Porto
Alegre, com os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol, se prepara para
virar um grande canteiro de obras. Isso trará benefícios e aborrecimentos. Terá
a prefeitura pessoal competente para coordenar e fiscalizar a execução desses
importantíssimos investimentos? E a promessa de que aqueles serviços que ainda
não melhoraram irão melhorar, terá gente capaz de torná-la realidade?
Como
se vê, Fortunati tem muito mais perguntas a responder para os porto-alegrenses
do que para os partidos aliados. Mas já que a bola da vez é a montagem do
secretariado é bom o prefeito reeleito saber que a mentalidade do eleitor mudou
e que ele (eleitor) está atento a todos os seus movimentos. Especialmente no que se
refere ao cumprimento de promessas de campanha.
Imagem: portoimagem.wordpress.com

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