terça-feira, 9 de outubro de 2012


STF, a tranqueira invicta do Brasil.



E o vizinho de Lula no Palácio do Planalto, pasmem, era chefe da quadrilha do Mensalão, responsável, segundo palavras do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, “pelo maior e mais atrevido escândalo de corrupção de todos os tempos no Brasil”. E quem imputa o título de chefe da quadrilha ao ex-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, não é mais tão somente a imprensa, os integrantes de partidos que fazem oposição ao PT e Gurgel, mas o Supremo Tribunal Federal, que na tarde desta terça-feira, por seis votos favoráveis e dois contra (Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli), embora ainda faltem votar os ministros Celso de Mello e Ayres Brito, condenou-o por crime da corrupção ativa. E de “nhapa”, condenou também o presidente e o tesoureiro do PT nacional à época da fraude, respectivamente, José Genuíno e Delúbio Soares.

Como diz o ditado gauchesco, “foi-se a égua com palanque e tudo”. Ou seja, não há mais nenhuma dúvida sobre a época em que o PT perdeu sua “virgindade ética e moral”. Foi no início do governo Lula. Aliás, também não há mais como aceitar a desculpa do ex-presidente de que nada sabia e que, por isso mesmo, duvidava da existência do chamado Mensalão. Com a decisão do STF sabe-se, agora, que seria impossível ele não saber. Podem chamar Lula do que quiserem, mas a única pecha que não lhe serve é a de ingênuo. Nenhum metalúrgico simplório chega a presidente da República. Sua responsabilização na execução daquela que é a maior falcatrua político-financeira da história desse país precisa ser devida e rigorosamente apurada.  

Ainda que sem entrar na fase de dosimetria, quando se saberá as penas a serem aplicadas aos réus condenados, a atuação do STF pode ser considerada impecável. Tão louvável que deixa a sociedade brasileira com a certeza de poder contar com um Poder Judiciário competente e confiável. Exemplo a ser seguido como modelo pelos demais poderes, instituições públicas e privadas, e pela população em geral. Se a Itália se orgulha da sua Justiça pelo episódio da Operação Mãos Limpas, que também tratou de crimes de corrupção, o Brasil igualmente pode se orgulhar da sua, pelo magnífico trabalho realizado pelo STF.



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