quarta-feira, 31 de outubro de 2012


O Balde de caranguejos do RS.



Triste coincidência. Justamente no dia em que a ADVB-RS divulga o programa “Rio Grande do Sim”, que objetiva a transformação da mentalidade extremamente oposicionista reinante no Estado, que confunde interesse de governo com o de Estado, o TCU sugere a suspensão, por suspeita de superfaturamento, de duas obras importantíssimas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul: a Rodovia do Parque (BR-448) e a duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas.

É óbvio que não estou criticando a medida acauteladora e recomendável do TCU, mas chamando a atenção para a lamentável coincidência e louvando a necessária e oportuna iniciativa da ADVB-RS.

Lamentável porque é inadmissível que obras da importância das citadas não tenham recebido o controle recomendável de quem gere dinheiro público. Em meio a um clamor popular pelo fim da corrupção e de uma permanente fiscalização da imprensa, a atitude do TCU dá um banho de água fria no otimismo de quem acredita que as coisas estão mudando prá melhor na gestão da coisa pública. 

E louvável, no caso da campanha, porque já está mais do que na hora de deixarmos de lado a prática da oposição pela oposição. Do não fui eu que fiz então não pode dar certo. De vibrar com o fracasso dos outros. Essa política do “balde de caranguejos”, onde quem está em cima é puxado por quem está em baixo, é a grande responsável pela lenta realização das obras de infraestrutura tão necessárias ao desenvolvimento do estado. A sua grande maioria quando realizada, de tão tardia, não provoca mais os efeitos esperados. Ou seja, estão superadas. O que resulta na necessidade de novas obras ou a realização de obras complementares, como o aumento da capacidade da circulação viária, no caso das rodovias.  

Que o programa Rio Grande Sim consiga sensibilizar nossas autoridades, nossos partidos, nossos políticos, enfim, toda a sociedade gaúcha, de que a melhor maneira de crescer é somar e multiplicar e não subtrair e dividir. Se for para nos mantermos dentro do balde, que nossos “braços” sirvam de apoio para quem quer subir e não de “garras” para derrubar nosso crescimento.

E o primeiro exemplo prático dessa nova mentalidade pode ser dado no esforço coletivo voltado à desobstrução dos impedimentos da continuidade das obras das BRs 448 e 116. Está mais do que na hora do Rio Grande dar as mãos e dizer sim ao progresso.

Imagem zazzle.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário