O Balde de
caranguejos do RS.
Triste coincidência. Justamente no dia em que a ADVB-RS divulga o
programa “Rio Grande do Sim”, que objetiva a transformação da mentalidade extremamente
oposicionista reinante no Estado, que confunde interesse de governo com o de
Estado, o TCU sugere a suspensão, por suspeita de superfaturamento, de duas
obras importantíssimas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul: a Rodovia
do Parque (BR-448) e a duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas.
É óbvio que não estou criticando a medida acauteladora e recomendável
do TCU, mas chamando a atenção para a lamentável coincidência e louvando a
necessária e oportuna iniciativa da ADVB-RS.
Lamentável porque é inadmissível que obras da importância das citadas
não tenham recebido o controle recomendável de quem gere dinheiro público. Em
meio a um clamor popular pelo fim da corrupção e de uma permanente fiscalização
da imprensa, a atitude do TCU dá um banho de água fria no otimismo de quem
acredita que as coisas estão mudando prá melhor na gestão da coisa
pública.
E louvável, no caso da campanha, porque já está mais do que na hora de
deixarmos de lado a prática da oposição pela oposição. Do não fui eu que fiz
então não pode dar certo. De vibrar com o fracasso dos outros. Essa política do
“balde de caranguejos”, onde quem está em cima é puxado por quem está em baixo,
é a grande responsável pela lenta realização das obras de infraestrutura tão
necessárias ao desenvolvimento do estado. A sua grande maioria quando
realizada, de tão tardia, não provoca mais os efeitos esperados. Ou seja, estão
superadas. O que resulta na necessidade de novas obras ou a realização de obras
complementares, como o aumento da capacidade da circulação viária, no caso das
rodovias.
Que o programa Rio Grande Sim consiga sensibilizar nossas autoridades,
nossos partidos, nossos políticos, enfim, toda a sociedade gaúcha, de que a
melhor maneira de crescer é somar e multiplicar e não subtrair e dividir. Se
for para nos mantermos dentro do balde, que nossos “braços” sirvam de apoio
para quem quer subir e não de “garras” para derrubar nosso crescimento.
E o primeiro exemplo prático dessa nova mentalidade pode ser dado no
esforço coletivo voltado à desobstrução dos impedimentos da continuidade das
obras das BRs 448 e 116. Está mais do que na hora do Rio Grande dar as mãos e
dizer sim ao progresso.
Imagem zazzle.com.br

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