A mensagem das togas.
Exatamente sete anos e cinco meses após ter vindo à tona
aquele que é conhecido como um dos maiores escândalos de corrupção envolvendo o
pagamento de propina, com dinheiro público, a parlamentares que se
comprometeriam em apoiar o governo Lula no Congresso Nacional, conhecido como “Mensalão”,
a justiça brasileira, através da sua suprema corte (STF), está finalmente pronunciando
a sua sentença final sobre o caso.
Durante todo esse tempo o episódio mexeu com estereótipos
populares (“só ladrão de galinha é que vai preso”) e paixões (políticas
principalmente). Talvez por isso o julgamento do Mensalão tenha adquirido ares
de novela da Globo, no que se refere ao interesse e envolvimento passional.
Inobstante os adeptos das teses defendidas pelo relator (Joaquim Barbosa) ou
pelo revisor (Ricardo Lewandowski), o resultado final que se avista é o de que
será feita justiça. Inocentes serão absolvidos e culpados serão punidos. Até
mesmo com perda da liberdade (cadeia).
Mas o mais importante desse rumoroso caso é o exemplo que
fica. Melhor, a mensagem que fica. De que o Brasil possui um povo que não
tolera a corrupção. Seja em que nível for. Que possui uma imprensa vigilante e independente.
Que possui uma Justiça séria e confiável. E que pune, com rigorismo técnico e,
por que não, com sensibilidade política. Não no sentido literal da palavra, mas
em sintonia com os anseios da população.
Mais do que as palavras, fica o exemplo das sentenças. De
que aqui neste país corrupto não terá mais vez. E que aqueles que se
aventurarem na prática de ilícitos penais pagarão caro por isso. Oxalá isso
seja compreendido por todos, especialmente pelos detentores de cargos públicos (eletivos
ou não) e pelos prestadores de serviços do setor público. A decisão do STF, sem
dúvida, trás consigo uma mensagem de otimismo e de esperança para esta e para
as futuras gerações de brasileiros.
Imagem: antoniocavalcantefilho.blogspot.com

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