segunda-feira, 10 de março de 2014

Dilma discrimina o produtor rural.



Independente do motivo que fez com que a presidente Dilma Rousseff não participasse hoje da abertura da 15ª Expodireto, em Não-Me-Toque, sua ausência, pela importância da feira, considerada como um dos maiores e melhores eventos do agronegócio na América Latina, mais do que uma descortesia para com os produtores rurais, caracteriza-se como um descaso para com o Rio Grande do Sul. Primeiro, porque o setor primário é e sempre foi a base da economia gaúcha. Segundo, porque reforça a tese de que o governo prioriza e valoriza tão somente a agricultura familiar, desdenhando a importância do agronegócio.

Se os elementos considerados para a sua presença fossem técnicos Dilma jamais poderia deixar de participar do evento. Na edição anterior o faturamento da feira foi de R$ 2,5 bilhões. O mesmo se pode dizer se a argumentação foi política. Na edição de 2013 a feira superou a marca dos 220 mil visitantes, um contingente significativo para quem, em ano eleitoral, irá disputar a reeleição à presidência da República. Talvez a atitude de Dilma Rousseff, que a exemplo de Lula nunca visitou a Expodireto, explique porque o PT nunca conseguiu vencer uma eleição presidencial no estado.

Mas o que mais chama a atenção no não comparecimento de Dilma é mesmo a incoerência entre o discurso do PT em defesa das minorias e o descaso para com o trabalho dos produtores rurais. Ainda mais numa época em que a questão racial está tão em voga. Se a discriminação de uma pessoa pela cor, pela preferência sexual ou religiosa, é algo abominável – e é -, porque então estimular a segregação nas formas de produção agrícola.

Se o pequeno produtor tem a responsabilidade de abastecer a mesa dos brasileiros com produtos hortifrutigranjeiros, ao produtor rural cabe colaborar para a geração das grandes safras, que consolidam a economia brasileira, permitindo que o governo realize investimentos em áreas sociais.


Em época de Copa do Mundo, a ausência de Dilma na abertura da Expodireto é uma tremenda pisada na bola.  Não-Me-Toque teria mais chance de contar com a presença da presidente se tivesse alguma praia paradisíaca, onde a presidente pudesse desfrutar de muita sombra e água de coco. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário