A ditadura dos
rodoviários.
Os donos de Porto
Alegre se reúnem nesta segunda-feira para decidir se irão paralisar novamente o
transporte coletivo de passageiros, ou se aceitam a proposta de reajuste salarial oferecida pelos donos das
empresas de ônibus. Soberanamente, como convém aos ditadores de ocasião, se
desejarem, irão descer a guilhotina impetuosamente sobre a cabeça de inocentes
trabalhadores e estudantes, os verdadeiros reféns dessa história. É a volta do
tempo do pão e circo.
Os rodoviários
descobriram sua “força”. Destrutiva por supuesto! E ao invés de se envergonharem
de seu sentimento satânico - será por causa do tórrido calor que se abateu
sobre a capital dos gaúchos? -, foram buscar apoio no inferno das más
companhias dos Black blocks e dos militantes da esquerda radical. Estão se
achando, como diz minha enteada. Desobedecem
a Justiça do Trabalho. Desdenham da polícia. Destratam os governantes. São os
todos poderosos de Porto Alegre. Em véspera de Carnaval sugiro ao prefeito
Fortunati que ao invés de entregar a chave da cidade para o Rei Momo que a
entregue para o presidente do Sindicato dos Rodoviários.
Vejamos o que resultará
a assembleia dos rodoviários, marcada para o final desta tarde. Num país
realmente democrático seria de se esperar que a outra parte interessada, os
passageiros, também participasse (nem que fosse do lado de fora do local do encontro
sindical). Mas, a exemplo dos nossos governantes, o imobilismo da população grassa
pelas ruas de Porto Alegre. Então só nos resta ficar como meros expectadores,
como na epoca do pão e circo, esperando a posição do polegar do todo poderoso
Sindicato dos Rodoviários. Se for virado para cima, acabou a greve. Se for
virado para baixo, a greve será retomada. Como convém a um imperador impiedoso
e implacável.
E assim retrocede a
humanidade.

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