segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A ditadura dos rodoviários.




Os donos de Porto Alegre se reúnem nesta segunda-feira para decidir se irão paralisar novamente o transporte coletivo de passageiros, ou se aceitam a proposta de reajuste salarial oferecida pelos donos das empresas de ônibus. Soberanamente, como convém aos ditadores de ocasião, se desejarem, irão descer a guilhotina impetuosamente sobre a cabeça de inocentes trabalhadores e estudantes, os verdadeiros reféns dessa história. É a volta do tempo do pão e circo.

Os rodoviários descobriram sua “força”. Destrutiva por supuesto! E ao invés de se envergonharem de seu sentimento satânico - será por causa do tórrido calor que se abateu sobre a capital dos gaúchos? -, foram buscar apoio no inferno das más companhias dos Black blocks e dos militantes da esquerda radical. Estão se achando, como diz minha enteada.  Desobedecem a Justiça do Trabalho. Desdenham da polícia. Destratam os governantes. São os todos poderosos de Porto Alegre. Em véspera de Carnaval sugiro ao prefeito Fortunati que ao invés de entregar a chave da cidade para o Rei Momo que a entregue para o presidente do Sindicato dos Rodoviários.

Vejamos o que resultará a assembleia dos rodoviários, marcada para o final desta tarde. Num país realmente democrático seria de se esperar que a outra parte interessada, os passageiros, também participasse (nem que fosse do lado de fora do local do encontro sindical). Mas, a exemplo dos nossos governantes, o imobilismo da população grassa pelas ruas de Porto Alegre. Então só nos resta ficar como meros expectadores, como na epoca do pão e circo, esperando a posição do polegar do todo poderoso Sindicato dos Rodoviários. Se for virado para cima, acabou a greve. Se for virado para baixo, a greve será retomada. Como convém a um imperador impiedoso e implacável.


E assim retrocede a humanidade.

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