quinta-feira, 8 de outubro de 2020

 

Programa eleitoral de rádio e televisão, uma

disputa paralela entre o tempo e o adversário

 


O início da publicação das pesquisas eleitorais serve como uma espécie de despertador do eleitor, avisando que temos uma campanha eleitoral em andamento e que logo adiante ele vai ter que exercer o dever cívico do voto. Na sequência desses sinais visíveis vem a propaganda eleitoral de rádio e televisão, historicamente as grandes ferramentas para conhecer quem é quem na disputa. E o que pretendem.

Claro que a Internet, melhor dizendo, as redes sociais, também atua (e como atua) como formadora de opinião, mas é na propaganda do rádio e da TV que o eleitor, na solidão da sua intimidade, gesta simpatias e contrariedades com o que ouve e vê. É o aconselhamento da subliminaridade atundo com independência ditatorial. Daí a relevância da forma e do conteúdo. É o campo onde o marketing transita de maneira impetuosa e impiedosa.

Muitas são as fases do marketing do convencimento, mas numa campanha tão curta como está que se processa, premida por uma pandemia, há que se encurtar etapas e até mesmo suprimir algumas. Mas o que realmente não sofreu alteração é a importância do tempo disponível para transmitir as mensagens. É a adaptação da máxima de que “tempo é dinheiro”, para “tempo é voto”.

Pois bem, antes de sabermos como ficou distribuído os 20 minutos diários da propaganda no rádio (10 pela manhã e 10 à tarde) e os 20 minutos da propaganda na TV (10 à tarde e 10 à noite), é preciso lembrar que o período da propaganda eleitoral vai do dia 9 de outubro (sexta-feira) até o dia 12 de novembro (quinta-feira). Os programas no rádio serão veiculados de segunda a sábado, das 7h às 7h10min e das 12hs10min. Já na televisão, nos mesmos dias, das 13h às 13hs10min e das 20h30min às 20h40min.

Além dos programas, os candidatos tem direito a inserções de 30 segundos ou 60 segundos durante a programação das redes de comunicação, de segunda a domingo. Todas as inserções somam 70 minutos diários, distribuídos conforme critérios de proporcionalidade. Os candidatos a prefeitos ocuparão 60% do tempo de inserções e os candidatos a vereador os outros 40%.

Vejamos pois como ficou o “capital midiático” dos 13 candidatos à prefeitura de Porto Alegre.

Nelson Marchezan Júnior (PSDB) será o candidato com mais tempo, 2 minutos e 9 segundos. A questão é:  será suficiente para ultrapassar os adversários que aparecem a sua frente nas pesquisas? E servirá para reduzir seu índice de rejeição, o maior dentre todos os candidatos?

O segundo candidato com mais tempo é Sebastião Melo (MDB), com 1 minuto e 36 segundos. 33 segundos menos que Marchezan. Uma eternidade em termos de espaço televisivo, como costumam afirmar os publicitários e editores de vídeo.

Em terceiro vem Manuela D’Ávila (PCdoB), que aparece em primeiro lugar nas pesquisas, com 1 minuto e 14 segundos. Ou seja 55 segundos menos que Marchezan e 22 segundos menos que Melo.

Fechando o grupo dos candidatos com tempo superior a um minuto vem Juliana Brizola (PDT), com 1 minuto e 10 segundos, praticamente o mesmo tempo de Manuela.

No time dos de menor tempo estão Gustavo Paim (PP), 54 segundos; José Fortunati (PTB), 53 segundos; Valter Nagelstein (PSD), 43 segundos; João Derly (Republicanos), 37 segundos; Fernanda Melchiona (PSOL), 16 segundos; Rodrigo Maroni (PROS), 14 segundos; e Montserrat Martins (PV), 9 segundos.

Devido à tabela de representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados, os candidatos Júlio Flores (PSTU) e Luiz Delvair (PCO) não tiveram acesso ao horário eleitoral de rádio e televisão.

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