Programa eleitoral de rádio e televisão,
uma
disputa paralela entre o tempo e o adversário
O
início da publicação das pesquisas eleitorais serve como uma espécie de
despertador do eleitor, avisando que temos uma campanha eleitoral em andamento
e que logo adiante ele vai ter que exercer o dever cívico do voto. Na sequência
desses sinais visíveis vem a propaganda eleitoral de rádio e televisão,
historicamente as grandes ferramentas para conhecer quem é quem na disputa. E o
que pretendem.
Claro
que a Internet, melhor dizendo, as redes sociais, também atua (e como atua)
como formadora de opinião, mas é na propaganda do rádio e da TV que o eleitor,
na solidão da sua intimidade, gesta simpatias e contrariedades com o que ouve e
vê. É o aconselhamento da subliminaridade atundo com independência ditatorial.
Daí a relevância da forma e do conteúdo. É o campo onde o marketing transita de
maneira impetuosa e impiedosa.
Muitas
são as fases do marketing do convencimento, mas numa campanha tão curta como
está que se processa, premida por uma pandemia, há que se encurtar etapas e até
mesmo suprimir algumas. Mas o que realmente não sofreu alteração é a
importância do tempo disponível para transmitir as mensagens. É a adaptação da
máxima de que “tempo é dinheiro”, para “tempo é voto”.
Pois
bem, antes de sabermos como ficou distribuído os 20 minutos diários da
propaganda no rádio (10 pela manhã e 10 à tarde) e os 20 minutos da propaganda
na TV (10 à tarde e 10 à noite), é preciso lembrar que o período da propaganda
eleitoral vai do dia 9 de outubro (sexta-feira) até o dia 12 de novembro
(quinta-feira). Os programas no rádio serão veiculados de segunda a
sábado, das 7h às 7h10min e das 12hs10min. Já na televisão, nos mesmos dias,
das 13h às 13hs10min e das 20h30min às 20h40min.
Além
dos programas, os candidatos tem direito a inserções de 30 segundos ou 60
segundos durante a programação das redes de comunicação, de segunda a domingo.
Todas as inserções somam 70 minutos diários, distribuídos conforme critérios de
proporcionalidade. Os candidatos a prefeitos ocuparão 60% do tempo de inserções
e os candidatos a vereador os outros 40%.
Vejamos
pois como ficou o “capital midiático” dos 13 candidatos à prefeitura de Porto
Alegre.
Nelson
Marchezan Júnior (PSDB)
será o candidato com mais tempo, 2 minutos e 9 segundos. A questão é: será suficiente para ultrapassar os
adversários que aparecem a sua frente nas pesquisas? E servirá para reduzir seu
índice de rejeição, o maior dentre todos os candidatos?
O
segundo candidato com mais tempo é Sebastião Melo (MDB), com 1 minuto e
36 segundos. 33 segundos menos que Marchezan. Uma eternidade em termos de
espaço televisivo, como costumam afirmar os publicitários e editores de vídeo.
Em
terceiro vem Manuela D’Ávila (PCdoB), que aparece em primeiro lugar nas
pesquisas, com 1 minuto e 14 segundos. Ou seja 55 segundos menos que Marchezan
e 22 segundos menos que Melo.
Fechando
o grupo dos candidatos com tempo superior a um minuto vem Juliana Brizola
(PDT), com 1 minuto e 10 segundos, praticamente o mesmo tempo de Manuela.
No
time dos de menor tempo estão Gustavo Paim (PP), 54 segundos; José
Fortunati (PTB), 53 segundos; Valter Nagelstein (PSD), 43 segundos; João
Derly (Republicanos), 37 segundos; Fernanda Melchiona (PSOL), 16
segundos; Rodrigo Maroni (PROS), 14 segundos; e Montserrat Martins
(PV), 9 segundos.
Devido
à tabela de representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados, os
candidatos Júlio Flores (PSTU) e Luiz Delvair (PCO) não tiveram
acesso ao horário eleitoral de rádio e televisão.

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