Paim pretende mostrar na campanha
que
Marchezan traiu Porto Alegre
Embora
diga no refrão do seu jingle de campanha que “deu de crise”, numa alusão às más
notícias produzidas pelo temperamental prefeito Marchezan, as primeiras
declarações do candidato do PP à prefeitura de Porto Alegre mostram que pelo
menos no tête- à-tête com o tucano, o conflito de posições será uma constante. “O Marchezan traiu Porto Alegre e eu estou
aqui como candidato para resgatar os compromissos que firmamos em 2016 e
recolocar a cidade nos trilhos”, disse Paim. E justificou sua afirmação dizendo
que o prefeito não cumpriu as promessas de campanha e tomou decisões de forma
individual ao longo da atual gestão. O personalismo, aliás, foi o principal
motivo para o rompimento das relações entre o prefeito e no vice, no caso o
próprio Paim.
O
candidato do Progressistas credita o não cumprimento das promessas por ausência
de liderança, sufocamento do Orçamento Participativo e falta de diálogo do
prefeito com a Câmara de Vereadores e demais segmentos da sociedade. Citou, por
exemplo, que em 45 meses de governo ocorreram 59 trocas em secretarias e que
desde o início da pandemia do coronavírus ocorreram mais de 80 decretos, entre
eles, os que tiraram competências do gabinete do vice-prefeito.
Paim
reiterou, por exemplo, que representa uma candidatura de centro-direita e que
defende as liberdades – individual e econômica. Citou também ter como principal
bandeira o desenvolvimento econômico, através da geração de emprego e renda em
meio à crise agravada pela pandemia e, segundo ele, pela condução do prefeito.
Paim ainda se disse favorável à criação de um ambiente tributário menos hostil,
garantindo a redução de ISS e revisando a progressividade da alíquota do IPTU
de imóveis usados pelo comércio.
Por
fim, o progressista comentou que a educação municipal não havia sido preparada
para a virtualização exigido pela pandemia, e disse que é papel do gestor
municipal buscar parcerias com toda a comunidade escolar para buscar soluções.
Paim também revelou ter como proposta a criação de três escolas
cívico-militares em regiões de vulnerabilidade em função dos índices positivos
das instituições em relação à evasão escolar e reprovação. “Se pode cuidar
melhor da rede municipal, se preparar para o ambiente virtual e, envolvendo
toda a comunidade escolar, melhorar a qualidade de Educação em Porto Alegre.”

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