Morre Mandela. Nasce uma esperança.
Fortalecido pelo passado de dificuldades e do amargor pelo sofrimento do seu povo, Mandela, preferiu usar o diálogo como fator de união, e não a força, justificada num suposto direito de vingança. E não faltaram oportunidades para isso. Tornou-se líder mundial e primeiro presidente negro da África do Sul. Um gesto seu poderia significar uma guerra civil no seu país.
Mas sua grandiosidade moral, sua responsabilidade social e de cidadão do mundo, não lhe permitiu sequer imaginar o sentimento de revolta. Mas fez germinar um enorme desejo de justiça e amor ao próximo. Independente de raça, idioma, sexo e nacionalidade. E propagou essa postura pelo mundo a fora, tornando-se um mensageiro da paz, reconhecido internacionalmente. Via isso como uma missão.
E esse comportamento simples, humilde e bem intencionado lhe tornou um mito. De superação e civilidade. E coerente com a sua trajetória, Mandela foi grande e forte até mesmo na doença e na morte. Recolheu-se a simplicidade da sua casa e jamais deixou esmaecer o seu sorriso.
Mandela morreu. Fica o legado. E o bom exemplo. A África dança e canta em agradecimento a sua existência e a sua luta. E o mundo inteiro relembra suas frases e seus ensinamentos. Obrigado, Mandela. Principalmente por nos mostrar que um homem e/ou uma mulher pode ser superior a tudo quando descobre que sua maior riqueza é simplesmente ser humano.

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