sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morre Mandela. Nasce uma esperança.


Ele tinha tudo para semear o ódio e a revolta. Afinal, teve uma vida caracterizada  pela  perseguição  política, pela  segregação  racial e pelo sofrimento físico e psicológico de quem passou 27 anos de sua existência enclausurado numa cela de prisão. Mas não. Preferiu ser um ser humano na sua essência de dignidade. 

Fortalecido pelo passado de dificuldades e do amargor pelo sofrimento do seu povo, Mandela, preferiu usar o diálogo como fator de união, e não a força, justificada num suposto direito de vingança. E não faltaram oportunidades para isso. Tornou-se líder mundial e primeiro presidente negro da África do Sul. Um gesto seu poderia significar uma guerra civil no seu país. 

Mas sua grandiosidade moral, sua responsabilidade social e de cidadão do mundo, não lhe permitiu sequer imaginar o sentimento de revolta. Mas fez germinar um enorme desejo de justiça e amor ao próximo. Independente de raça, idioma, sexo e nacionalidade. E propagou essa postura pelo mundo a fora, tornando-se um mensageiro da paz, reconhecido internacionalmente. Via isso como uma missão. 

E esse comportamento simples, humilde e bem intencionado lhe tornou um mito. De superação e civilidade. E coerente com a sua trajetória, Mandela foi grande e forte até mesmo na doença e na morte. Recolheu-se a simplicidade da sua casa e jamais deixou esmaecer o seu sorriso. 

Mandela morreu. Fica o legado. E o bom exemplo. A África dança e canta em agradecimento a sua existência e a sua luta. E o mundo inteiro relembra suas frases e seus ensinamentos. Obrigado, Mandela. Principalmente por nos mostrar que um homem e/ou uma mulher pode ser superior a tudo quando descobre que sua maior riqueza é simplesmente ser humano.

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