Tarso não quer Lasier na
vaga de senador
Os jornalistas acostumados com a cobertura política sabem que nem tudo
o que é dito pelos políticos pode ser considerado real. Na maioria das vezes as
declarações escondem interesses partidários ou pessoais não identificados. Pois
bem, digo isto porque já há quem ache que o racha interno do PDT gaúcho tem
como mote a disputa pelo poder estadual. Uma disputa entre os que defendem a
candidatura própria e os que querem apoiar a reeleição de Tarso Genro. Cortina
de fumaça. Não é isto que está em jogo.
Primeiro porque o PDT na condição de vice de Tarso na chapa, como parece
ser a intenção do PT, apenas serviria para aumentar o espaço pedetista, atualmente usufruído. Sim, pois ser vice é estar em segundo plano. E um partido
político existe para chegar ao poder e exercê-lo na sua plenitude. Se a aliança
se efetivar e Tarso se reeleger, o governo será do PT.
Segundo, porque ninguém, nem mesmo o pedetista mais fanático, acredita
na existência de um candidato do partido com real potencial para vencer o
pleito. Otimistamente, a candidatura própria serviria para aumentar as bancadas
estadual e federal. Então por que a briga interna?
Pela outra vaga da chapa majoritária. A de senador.
Claro! Uma aliança com o PDT resultaria na obrigatoriedade de
priorizar a indicação de Lasier Martins para a vaga ao senado. Coisa que o PT
não quer, pois possui candidatos para ela. Os ministros Pepe Vargas e Maria do
Rosário, o deputado federal Henrique Fontana e outros. Além disso, fica claro que o PT não cederia a
vaga de vice e a de senado para o PDT. E
é ai que surgem os componentes não divulgados.
É sabido que a relação entre Tarso
e Lasier nunca foram boas. Por conta
disso e da estratégia política é que Lasier teria condicionado sua
pré-candidatura ao Senado à presença de um candidato próprio do PDT ao governo
do Estado. É que desta forma estaria assegurada a separação dos desafetos.
E é isso que está em jogo no partido trabalhista. Um grupo defende o
acordo com Lasier, por ver a chance clara de eleger um senador, e o outro, por
fisiologismo, defende os interesses de Tarso. O que vai acontecer na convenção
do PDT no dia 7 de dezembro ninguém sabe. O que se antevê é que o que está ruim tende a piorar.
Infelizmente. Não só para o PDT, mas para a política. É ver para crer.

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