José Dirceu continua dando mau exemplo.
Não bastasse o prejuízo econômico provocado aos cofres públicos, o ex-todo poderoso José Dirceu quer agora posar de paladino da injustiça. Além das suas bravatas inconcebidas, do tipo “sou um preso político”, e da expressão facial debochada (seu advogado disse tê-lo encontrado na prisão lúcido e bem-humorado), o comportamento de José Dirceu acarreta um prejuízo moral à classe política (pelo menos para os parlamentares honestos) e aos brasileiros.
Quer provar o quê o chefe da quadrilha, como José Dirceu ficou conhecido no julgamento do STF? Ou melhor, a quem ele pensa que engana com essa postura tragicômica? Deveria, isso sim, estar arrependido e envergonhado da sua situação. Mas vergonha e arrependimento são qualidades ainda desconhecidas na sua trajetória de homem público. Ao contrário da sua arrogância e prepotência.
O mundo todo acompanha a prisão dos mensaleiros. E, ao contrário de uma insignificante parcela de militantes petistas, vêem como sinônimo de melhoria democrática a penalização dos corruptos brasileiros.
Melhor seria que José Dirceu fizesse como o seu companheiro de partido e de cárcere, José Genuíno, que expõe publicamente o seu sofrimento, apesar das suas declarações de inocência. Ou como faz Roberto Jefferson, delator do Mensalão, que serenamente aguarda, em casa, a sua prisão.
José Dirceu que não se iluda. Os brasileiros – e não apenas as elites, como ele diz - estão torcendo para que sua prisão no regime semiaberto se transforme rapidamente em regime fechado. Ai, então, como prisioneiro de fato, sua existência irá se restringir tão somente ao noticiário policial e não mais o político.
Que o exemplo da sua prisão sirva, como se diz aqui no Rio Grande do Sul, de exemplo à toda Terra. Ou pelo menos à todo o Brasil.
Tenha vergonha na cara (mesmo que não seja a original) , José Dirceu.

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