terça-feira, 19 de novembro de 2013

Tarso não quer Lasier na vaga de senador




Os jornalistas acostumados com a cobertura política sabem que nem tudo o que é dito pelos políticos pode ser considerado real. Na maioria das vezes as declarações escondem interesses partidários ou pessoais não identificados. Pois bem, digo isto porque já há quem ache que o racha interno do PDT gaúcho tem como mote a disputa pelo poder estadual. Uma disputa entre os que defendem a candidatura própria e os que querem apoiar a reeleição de Tarso Genro. Cortina de fumaça. Não é isto que está em jogo.

Primeiro porque o PDT na condição de vice de Tarso na chapa, como parece ser a intenção do PT, apenas serviria para aumentar o espaço pedetista, atualmente usufruído. Sim, pois ser vice é estar em segundo plano. E um partido político existe para chegar ao poder e exercê-lo na sua plenitude. Se a aliança se efetivar e Tarso se reeleger, o governo será do PT.

Segundo, porque ninguém, nem mesmo o pedetista mais fanático, acredita na existência de um candidato do partido com real potencial para vencer o pleito. Otimistamente, a candidatura própria serviria para aumentar as bancadas estadual e federal. Então por que a briga interna?

Pela outra vaga da chapa majoritária. A de senador.

Claro! Uma aliança com o PDT resultaria na obrigatoriedade de priorizar a indicação de Lasier Martins para a vaga ao senado. Coisa que o PT não quer, pois possui candidatos para ela. Os ministros Pepe Vargas e Maria do Rosário, o deputado federal Henrique Fontana e outros.  Além disso, fica claro que o PT não cederia a vaga de vice e a de senado para o PDT.  E é ai que surgem os componentes não divulgados.

 É sabido que a relação entre Tarso e Lasier nunca foram boas. Por conta disso e da estratégia política é que Lasier teria condicionado sua pré-candidatura ao Senado à presença de um candidato próprio do PDT ao governo do Estado. É que desta forma estaria assegurada a separação dos desafetos.


E é isso que está em jogo no partido trabalhista. Um grupo defende o acordo com Lasier, por ver a chance clara de eleger um senador, e o outro, por fisiologismo, defende os interesses de Tarso. O que vai acontecer na convenção do PDT no dia 7 de dezembro ninguém sabe.  O que se antevê é que o que está ruim tende a piorar. Infelizmente. Não só para o PDT, mas para a política. É ver para crer.

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