quarta-feira, 27 de novembro de 2013

José Dirceu quer provar que o crime compensa.



Quem disse que o crime não compensa? Para o José Dirceu isso não acontece. Como não? Ele não foi condenado e preso? Foi. Mas até agora apenas no regime semiaberto. Muito pouco para quem, segundo o STF, chefiou a quadrilha que praticou o maior crime de corrupção do país. E mais, para quem denegriu a imagem do PT, da classe política e do Brasil, nacional e internacionalmente.  Além disso, faz do cárcere provisório uma extensão do seu escritório, dando inclusive entrevista à imprensa.

E de lá, da sua cela, reclama da pouca atenção que lhe é dada por Lula, esbraveja contra o STF, mobiliza a militância fanática e, acreditem, consegue arrumar emprego. E bem remunerado, como é o caso do Hotel Saint Peter, em Brasília, aonde irá “atuar” como diretor administrativo (vide foto da carteira do trabalho). E com um salário acima do mercado: vinte mil reais.

É ou não é um imenso privilégio para um presidiário? Quem, no imenso universo de prisioneiros, tem essa oportunidade? Mas como se trata do “poderoso” José Dirceu, tudo pode. E como ele já demonstrou ser fiel as suas convicções, não duvido que ele transforme o hotel no QG dos lobistas brasileiros. Expertise é que não lhe falta. Expertise. Ai está uma expressão que cabe como uma luva em Zé Dirceu.

Aliás, que coragem tem o dono desse hotel. Imaginem o trabalhão que ele vai ter para limpar a imagem do seu negócio, que ficará conhecido por todos como o hotel do José Dirceu. Se conseguir, vai virar case de marketing de sucesso, digno de prêmio.


Voltando ao todo poderoso José Dirceu, tudo pode acontecer. Esperemos, então, pelos próximos capítulos da sua novela particular.  O certo, porém, é que a cada avanço seu significa um retrocesso a mais na democracia tupiniquim. Não bastasse o mau exemplo agora temos que lidar com o escárnio do grande líder petista. Ninguém merece isso. Até quando? 

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