A inflação e a ameaça da libreta.
A ausência do contato popular da presidente Dilma está fazendo mal para o país, fazendo-a perder o contato com o mundo real do cidadão. Encastelada e se comunicando através de porta-vozes a presidente, ao dar mais importância ao seu futuro político do que ao comando dos interesses maiores da nação, parece não ver (ou não querer ver) que o maior inimigo dos brasileiros voltou. Refiro-me a INFLAÇÃO.
Qualquer pessoa que precisar pagar por um bem ou serviço já se deu conta disso. Aliás, já está sofrendo por isso. Desde os mais básicos gêneros alimentícios, como o feijão, e dos serviços públicos, como a conta da luz e da água, até os mais "classe média", como a gasolina, os eletrodomésticos, até a casa própria, tiveram um aumento estratosférico dos seus custos.
Exagero? Como explicar que uma pensionista idosa, que receba pouco mais do que o salário mínimo, tenha que arcar com uma conta de luz de mais de R$ 300,00, se até pouco tempo atrás, com o mesmo consumo, ela pagava menos da metade disso? Como alimentar uma família de cinco pessoas, onde só o pai trabalha e ganha dois salários mínimos, tendo que pagar quase cinco reais pelo quilo do feijão. Carne? Nem pensar. Qualquer meio quilo de guizado de segunda num supermercado custa R$ 10,00.
Muitos outros exemplos poderiam ser dados para provar que a inflação não só voltou como está assombrando a vida dos brasileiros. Mas então porque a "mãe Dilma", como Lula gosta de chamar a presidente, não sai em socorro dos seus "filhos"? Simples. Porque não sabe o que fazer ou porque está sendo impedida de fazer. Em qualquer dessas razões mostra o despreparo para o exercício da mais alta função pública do país.
O lado bom disso - se é que isso é possível - é que faz cair a máscara do PT, aquele partido que diz ter acabado com a miséria e ter alçado um contingente enorme de pessoas à condição de classe média. Pois o retorno da inflação está ai para provar que tudo não passou de uma simples e frágil "casca de ovo". Desenvolvimento "para inglês ver". Certamente por isso os índices de popularidade de Dilma, ao contrário dos preços nas prateleiras dos supermercados, estão em queda vertiginosa.
Recomendo que a presidente, mesmo que disfarçada, dê uma passadinha num supermercado. Pode ser em Brasília. Ou quem sabe que dê uma olhada no extrato do seu cartão corporativo e dê uma esmiuçada na lista de gêneros alimentícios. Verá o quanto subiu o quilo do filé mignon e do camarão que ela tanto gosta de comer. Para ficar apenas numa parte da conta doméstica.
Agora, se tiver coragem de visitar um supermercado popular, que não use o local para produzir uma peça de marketing, como fez no Uruguai (foto acima) quando foi visitar o colega e amigo Mujica. O que Dilma precisa se dar conta é de que a desculpa dada pelo PT de que os panelaços de protesto são coisa de "coxinhas" está com os dias contados. Logo, logo, o grande barulho das panelas será produzido por pessoas de baixa renda, insatisfeitos por não ter quase nada para colocar dentro delas.
Ou será que tudo isso é intencional? Mais uma artimanha para impor o Estado todo poderoso? Onde as pessoas dependem do poder público para tudo? Até para se alimentar? Bem nesse caso a cubanização do Brasil está mais adiantada do que se pensa. Tudo está a indicar que em breve estaremos recebendo nossas cadernetas de racionamento mensal, as famosas Libretas cubanas, onde a nossa alimentação e a nossa higiene serão controladas pelo Estado. Duvidam? É só deixar tudo como está!

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