Uma
campanha de(a) verdade.
“O que
estará em jogo este ano não serão apenas projetos distintos de
governo do PT e dos adversários, mas as ideologias e visões
antagônicas de Estado”.
Se você está pensando que se trata de
uma declaração de algum ser extraterrestre ou de algum saudosista
dos tempos da Guerra Fria, se enganou. Que disse essa “pérola”
foi o presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Dilma
Rousseff no Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi. Mas o cara é surdo ou
pensa que o eleitor é burro? O país parou em junho do ano passado
quando a população, em enormes protestos de rua, clamou por uma
grande exigência: melhoria da prestação dos serviços públicos.
Ora, então que papinho é esse de ideologia? De que cabeça de jegue
saiu essa brilhante ideia? Será que os marqueteiros resolveram
aproveitar os 50 anos da revolução de 64 para “inovar” a
campanha eleitoral ou foi estratégia diversionista para que os
governistas do PT não tenham que se explicar pela inoperância de
seus governos ou a corrupção neles disseminadas?
Bulhufas!
Mas do que nunca essa curta campanha eleitoral, espremida pela
realização da Copa do Mundo, será de prestação de contas e
apresentação de propostas de melhorias. Quem prometeu e não
cumpriu vai ter que se explicar. Quem realizou mas fez mal, também. E como
tem coisas a serem esclarecidas pelo PT. No estado e no país.
Nesta eleição, ao
invés de promessas sedutoras, o eleitor estará atendo aos projetos
viáveis (técnica e economicamente) e imprescindíveis,
especialmente nas áreas de inteira responsabilidade do Estado, como
a Saúde, a Educação e a Segurança. Os candidatos podem até
beijar criancinhas e tomar um aperitivo no bolicho mais próximo, mas
terão que provar a exequibilidade das suas promessas.
Até porque,
por exemplo, soaria como contradição a presidente Dilma realizar
discursos separatistas, do ponto de vista ideológico, se nunca uma
base governista teve tanto e diferentes partidos agrupados e ocupando
cargos do Governo Federal, como no seu governo.
Talvez o
PT ainda pense que o mundo seja dos espertos. E que esses levam vantagens sobre os bobos. Mas as urnas, a exemplo das manifestações
de ruas e do STF (pelo menos na antiga composição), irão mostrar
que os tempos mudaram e que a moda agora é ser honesto, capaz e
competente.
Gestão, Vanazzi, essa sim será a grande protagonista da eleição de outubro. Para azar do PT e para o benefício da sociedade.
Gestão, Vanazzi, essa sim será a grande protagonista da eleição de outubro. Para azar do PT e para o benefício da sociedade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário