quarta-feira, 7 de maio de 2014

Uma campanha de(a) verdade.




O que estará em jogo este ano não serão apenas projetos distintos de governo do PT e dos adversários, mas as ideologias e visões antagônicas de Estado”. 

Se você está pensando que se trata de uma declaração de algum ser extraterrestre ou de algum saudosista dos tempos da Guerra Fria, se enganou. Que disse essa “pérola” foi o presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi. Mas o cara é surdo ou pensa que o eleitor é burro? O país parou em junho do ano passado quando a população, em enormes protestos de rua, clamou por uma grande exigência: melhoria da prestação dos serviços públicos. 

Ora, então que papinho é esse de ideologia? De que cabeça de jegue saiu essa brilhante ideia? Será que os marqueteiros resolveram aproveitar os 50 anos da revolução de 64 para “inovar” a campanha eleitoral ou foi estratégia diversionista para que os governistas do PT não tenham que se explicar pela inoperância de seus governos ou a corrupção neles disseminadas?

Bulhufas! Mas do que nunca essa curta campanha eleitoral, espremida pela realização da Copa do Mundo, será de prestação de contas e apresentação de propostas de melhorias. Quem prometeu e não cumpriu vai ter que se explicar. Quem realizou mas fez mal, também. E como tem coisas a serem esclarecidas pelo PT. No estado e no país. 

Nesta eleição, ao invés de promessas sedutoras, o eleitor estará atendo aos projetos viáveis (técnica e economicamente) e imprescindíveis, especialmente nas áreas de inteira responsabilidade do Estado, como a Saúde, a Educação e a Segurança. Os candidatos podem até beijar criancinhas e tomar um aperitivo no bolicho mais próximo, mas terão que provar a exequibilidade das suas promessas. 

Até porque, por exemplo, soaria como contradição a presidente Dilma realizar discursos separatistas, do ponto de vista ideológico, se nunca uma base governista teve tanto e diferentes partidos agrupados e ocupando cargos do Governo Federal, como no seu governo.


Talvez o PT ainda pense que o mundo seja dos espertos. E que esses levam vantagens sobre os bobos. Mas as urnas, a exemplo das manifestações de ruas e do STF (pelo menos na antiga composição), irão mostrar que os tempos mudaram e que a moda agora é ser honesto, capaz e competente. 

Gestão, Vanazzi, essa sim será a grande protagonista da eleição de outubro. Para azar do PT e para o benefício da sociedade.

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