Olívio como candidato a senador
tira voto de Tarso.
Tudo indica que o PT está
preparando uma novidade para o lançamento da nominata que irá compor a chapa
majoritária para a eleição estadual. Deve sair a pré-candidata Emília
Fernandes, do PCdoB, e entrar em seu lugar o ex-governador Olívio Dutra, do PT.
Se tal substituição ocorrer, fica difícil de entender o apoio dos comunistas à
Tarso. Não pela afinidade ideológica, mas pela importância do PCdoB na aliança.
Adversários na disputa pela prefeitura de Porto Alegre, em duas ocasiões, e
tudo indica que em 2016 também, a ocupação da vaga ao senado pelo PCdoB
serviria de vitrine privilegiada para o fortalecimento da imagem dos
comunistas.
Para o PT, no entanto, a entrada
de Olívio na disputa trará novo ânimo a militância. Com uma imagem consolidada
de petista histórico e com boa simpatia popular, o já envelhecido galo
missioneiro tem tudo para mudar o atual cenário da eleição para o senado, onde
Lasier Martins (PDT) desponta nas pesquisas como franco favorito. Com Olívio na
disputa acabou a barbada. Olívio hoje, com sua postura independente, onde
inclusive teve voz isolada e crítica em relação aos episódios onde o PT é
citado em denúncias de corrupção, será um candidato com livre acesso ao eleitorado
gaúcho, inclusive entre simpatizantes de outras siglas.
Mas se por um lado Olívio traz
novo alento a possibilidade do PT colocar mais uma cadeira no Senado, por
outro, acredito, não terá grande importância na agregação de votos para Tarso
Genro. Explico. Com um governo apenas regular e com promessas de campanha não
cumpridas, dificilmente o eleitor gaúcho irá votar integralmente na chapa
petista. Votar integralmente na chapa majoritária é só para governos
comprovadamente bem sucedidos. A tendência, ao meu ver, para aqueles que querem
votar num candidato do PT, é que a escolha recaia apenas num dos nomes. Ou para
Tarso, como governador, ou para Olívio, como senador. O voto nos dois deve
ficar tão somente para os petistas de carteirinha. E neste cenário,
convenhamos, Olívio tem preferência. O que me leva a concluir que Olívio, ao
contrário de agregar votos para Tarso, retira.
Mas como em política nada é
definitivo, resta aguardar a confirmação da troca Emília – Olívio. Com a
palavra o PCdoB. Nunca os comunistas, numa eleição gaúcha, estiveram diante de
um desafio tão significativo. Ou mostram que são fortes e que não são
fisiológicos, bancando Emília, ou fornecem atestado de linha auxiliar do PT,
aceitando pacificamente a indicação de Olívio.

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