Barril de pólvora.
Irresponsabilidade?
Incompetência? Falta de ética? Qual dessas atitudes caracteriza a
política de reajuste salarial do governo Tarso? Bem que eu gostaria
de acrescentar alternativas de resposta menos negativas, mas confesso
que não as encontrei. E não foi por falta de vontade ou
intolerância. Foi por coerência. Se não vejamos.
Quem
não sabe que as finanças do Estado está “mal das pernas”? Que
falta dinheiro para quase tudo, especialmente para investimentos em
áreas vitais, como a Educação, Saúde e Segurança. E o próprio
governador reconhece a gravidade da situação ao afirmar que sem a
renegociação da dívida do Estado para com a União não existe
salvação de curto e médio prazo.
Por
tudo isso é que o envio de Projetos de Lei de iniciativa do
Executivo, propondo reajustes salarias para o funcionalismo público
sem a devida comprovação dos recursos necessários, jogando para o
próximo governo a responsabilidade pelo pagamento dos aumentos, se
apresenta como um verdadeiro “cheque em branco”, que poderá se
transformar em “cheque sem fundo”.
Tal
atitude tem tudo para ser considerada crime de “Lesa-Estado”. Ou
no mínimo uma atitude suicida, que lembra aqueles exércitos que na
eminência da derrota saqueiam e incendeiam cidades inimigas. Mas
como, se o prejuízo será de todos os gaúchos, incluindo aqueles
que somam fileiras com o PT e seus partidos aliados?
Dentre
as possibilidades dessa motivação arrisco dois palpites. O primeiro
é justificado por uma atitude desesperada de buscar a reeleição
a qualquer custo. O outro é que, sabendo da dificuldade que será
reeleger Tarso, o PT pratica a política da terra arrasada. Seria uma
espécie de garantia da inoperância do próximo governo na solução
dos principais problemas, por absoluta impossibilidade financeira.
Tal situação seria aproveitada pela oposição (entenda-se PT) para
tentar voltar ao poder.
Esquecem,
porém, que quatro anos é muito pouco para fazer os gaúchos
(especialmente os professores) esquecerem os danos provocados pelo
governo petista. À menos que eles estejam menosprezando a
inteligência de nossa gente. O que será outro grande erro.

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