quarta-feira, 23 de abril de 2014

A imprensa livre faz mal ao PT.



Perfeitamente compreensível a tentativa do PT de controlar a imprensa. É que em uma imprensa livre, a incompetência e a corrupção dos governantes mal intencionados possuem apelo irresistível para a edição de manchetes e reportagens de grande interesse social. E esse papel fiscalizador não interessa aqueles que sobrepõem seus interesses pessoais e partidários aos da população. Governos ruins não aceitam críticas. Menos ainda denúncias.

Como aceitar pacificamente a exposição visceral dos seus principais líderes no episódio do Mensalão? Como suportar a denúncia de que a compra da refinaria americana de Pasadena foi um péssimo e duvidoso negócio, danoso para a economia brasileira? Como tolerar a intromissão da mídia nas transações nebulosas que envolvem a vinda dos médicos cubanos e os financiamentos, via BNDES, de obras em portos de Cuba e do Uruguai? Apenas para ficar nos fatos mais recentes.

Talvez pensem terem esse direito. Afinal, se com uma mão praticam o assistencialismo eleitoral, oportunizando que os brasileiros menos esclarecidos e mais necessitados tenham acesso a programas como o Bolsa-família, Minha Casa, Minha Vida e outros mais, por que não podem, com a outra mão, surrupiar a “pátria-mãe tão distraída”? Uma espécie de versão atualizada da tese “rouba mas faz”.

Esquecem, porém, que o papel da imprensa livre tem dois lados. Num, imprime as más notícias e no outro as boas. Que culpa tem a imprensa se o volume de matéria-prima para a elaboração das notícias más é muito superior ao das boas notícias? Claro que a imprensa as vezes erra. Mas tem a grandeza de reconhecer o equívoco e corrigi-lo. Ao contrário da maioria os governos, especialmente os petistas.

O que os críticos da imprensa deveriam aceitar é que elogio se conquista com trabalho sério, bem intencionado e produtivo. E que o inverso justifica a crítica. Qualquer tentativa de calar a imprensa pelo uso da força e da coação, seja ela de que forma for, é inconcebível e intolerável. Digno de governos totalitários.


Pobre do povo que não pode contar com o apoio da imprensa livre.

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