Vídeo-cassetadas
Gravações
de programas da propaganda eleitoral gratuita do PSol e da coligação “Renova
Porto Alegre” (PSL-PSDC) dos candidatos a vereadores que disputam as eleições
de Porto Alegre não foram por terem sido entregues às emissoras fora do prazo
legal.
Candidato
a prefeito pelo PSDB, Wambert Di Lorenzo, suspeita de sabotagem (erros grosseiros
de português) na edição das legendas de TV divulgadas no primeiro dia da
propaganda eleitoral dos candidatos a vereadores da coligação “Porto Alegre
para todos” (PSDB-PRP).
Coligação
“Por amor a Porto Alegre” (PDT-PMDB-PP-PTB-PPS-DEM-PTN-PMN-PRB)
consegue liminar do TRE-RS suspendendo os programas eleitorais que exibam
mensagens de candidatos a vereador pedindo votos para Adão Villaverde (PT) e
Manuela D’Ávila (PCdoB), tanto no rádio como na televisão.
Por tudo isto há que se indagar o porquê da
incidência desses fatos. Nos dois primeiros casos, de imediato, surge a idéia
de amadorismo ou despreparo. Ou os dois. No terceiro, mais grave, a suposição inicial
é de que exista um boicote interno.
No último caso, há que se indagar se o comando
de campanha de Villaverde e Manuela desconhecia o impedimento legal ou se a utilização
dos candidatos no espaço dos vereadores foi uma tentativa de burlar a lei?
Independente da resposta a estas questões, não
há como não responsabilizar as equipes de comunicação e marketing dos
candidatos envolvidos. Está faltando experiência e competência? Parece-me que não.
A não ser as equipes amadoras (composta por voluntários) utilizadas por
candidatos de menor poder econômico. Pode ser boicote das produtoras por falta
do pagamento da primeira parcela de recursos acordada? Pode ser que sim. Pode
ser que não. Falta comunicação entre o comando de campanha e a equipe de
marketing e desta com a produtora? Pode
ser que sim. Pode ser que não. Ou outro motivo qualquer? Pode ser que sim.
Erros e equívocos em campanhas eleitorais
sempre houve. Não é novidade. O diferencial nesta eleição, entretanto, é que
tais erros, pela popularização da Internet, se tornam mais visíveis e aproveitáveis,
do ponto de vista do candidato adversário. Além disso, a Justiça Eleitoral já
deu mostras de que está mais intolerante aos excessos, o que pode gerar
penalidades indesejáveis.
De bom nisso tudo é que com tantos equívocos,
as propagandas de rádio e TV acabam se tornando mais atrativas. Se não para
definir votos, pelo menos para dar risada ou ferrar o adversário.
Imagem: noticiadesaopedrodaaldeia.com

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