quarta-feira, 16 de setembro de 2020

 

Olá. Se tem eleição tem Análise & Informação. Nos próximos três meses acompanhe aqui as principais notícias, opiniões, pesquisas e estatísticas sobre as eleições municipais de 2020 e, claro, deixe seu comentário. 





Uma eleição diferente e diferenciada

 

2020 tem tudo para entrar para a história política do Brasil como o ano das eleições municipais mais complexas e complicadas de todos os tempos. Por diversos motivos. A começar pela mudança da legislação, que pela primeira vez proíbe coligação na coligação proporcional; faz o regramento do uso da Internet, mediante controle da aplicação do fundo partidário para fins de impulsionamento de conteúdo; restringe o financiamento de campanhas aos recursos dos fundos eleitoral e partidário e a doações de pessoas físicas até um determinado valor, proibindo doações de pessoas jurídicas; e outras mais.

Mas o que chama mesmo a atenção para o pleito são outros fatores determinantes para o resultado. O primeiro deles é a atipicidade temporal das campanhas, realizadas em meio a uma pandemia que, pelo isolamento forçado das pessoas e seus reflexos no cotidiano, acabou mudando hábitos e costumes. Nesse sentido, a mobilização dos eleitores passa a ser um desafio, em razão das restrições advindas do surto sanitário, principalmente as de ordem econômica, mas também as de locomoção, que podem resultar numa abstenção nunca antes vista.

Apesar das últimas eleições terem sido afetadas fortemente pelo componente ideológico, predominantemente entre petistas e antipetistas, desta feita as eleições municipais tem tudo para se transformar numa continuidade da eleição presidencial de 2018, tendo de um lado partidos e candidatos apoiadores do estilo conservador nos costumes e liberal na economia, de Jair Bolsonaro, e do outro, partidos ditos progressistas, cujos candidatos fazem oposição declarada a política, segundo eles retrógrada e antissociável, do Palácio do Planalto.

Apesar de atípicas, desafiadoras e ideológicas, as campanhas eleitorais carregam consigo um componente transformador, que se bem utilizado, poderá servir de divisor de águas entre a antiga, cuja sujeira era colocada debaixo do tapete para que o eleitor não soubesse, e a nova política, onde a transparência, a ética, a honestidade e o comprometimento social passaram a ser itens obrigatórios para a provação das urnas.

E com a ausência dos comícios presenciais, da limitação do tradicional corpo-a-corpo e do controle do uso do poder econômico, o “campo de batalha” ficará restrito a propaganda eleitoral de rádio e televisão e, especialmente, as redes sociais, onde as comunidades virtuais atuarão como formadores de opinião. E é aí que mora o perigo. Embora o esforço da justiça eleitoral para regrar o uso da Internet, a novidade ainda não conta com a garantia de seu uso justo e adequado. Que o diga as famosas fake News, um tema que este blog pretende tratar como pauta permanente.

Nesse universo difuso e imprevisível das eleições que ora começa a se processar, a imprensa terá papel fundamental como fonte de credibilidade capaz de, ao mesmo tempo que informa -de maneira imparcial e correta -, orientar, dissipar dúvidas e mediar controvérsias desnecessárias e democraticamente improdutivas. E é isso que o blog Análise & Informação se propõe a fazer, numa espécie de compromisso público, nos próximos 90 dias.

Boa eleição a todos.



CANDIDATOS A PREFEITO DE PORTO ALEGRE


 


Fernanda Melchionna (PSOL)

Bibliotecária, ex-vereadora e atual deputada federal.

Vice: Márcio Chagas (PSOL)


 






Gustavo Paim (PP)

Advogado, professor e atual vice-prefeito de Porto Alegre.

Vice: Carmem Santos (Avante)


 





João Derly (Republicanos) 

Ex-judoca, ex-deputado federal e ex-vereador.

Vice: Fernando Soares (Republicanos)


 





José Fortunati (PTB)

Advogado, já foi vereador, deputado estadual, deputado federal, vice-prefeito e prefeito de Porto Alegre.

Vice: André Cecchini (Patriota)


 




Juliana Brizola (PDT)

Neta do ex-governador Leonel Brizola, é deputada estadual.

Vice: Maria Luiza Loose (PSB)


 




Júlio Flores (PSTU)

Professor e várias vezes candidato a governador, senador, prefeito e vereador, sem nunca ter sido eleito

Vice: Vera Rosane de Oliveira


 





Luiz Delvair Martins Barros (PCO)

Agente postal, já concorreu a vereador, vice-governador e senador, sem nunca ter sido eleito

Vice: Delaine Kalikosky de Oliveira


 

 



Manuela D’Ávila (PCdoB)

Jornalista. Foi deputada federal, deputada estadual e candidata a vice-presidente da República na eleição de 2018.

Vice: Miguel Rossetto (PT)


 




Montserrat Martins (PV)

Médico e escritor.  Foi candidato a governador em 2010.

Vice: Alda Muller (PV)


 



Nelson Marchezan Júnior (PSDB)

Advogado, ex-deputado estadual e federal e atual prefeito de Porto Alegre.

Vice: Gustavo Tanger Jardim (PSL)


 




Rodrigo Maroni (PROS)

Professor, ex-vereador e atual deputado estadual.

Vice: Edelberto Mendonça (PROS)


 





Sebastião Melo (MDB)

Advogado, ex-vereador, ex-vice prefeito de Porto Alegre e atual deputado estadual.

Vice: Ricardo Gomes (DEM)


 




Valter Nagelstein (PSD)

Advogado e vereador.

Vice: João Carlos da Luz Diogo (PSD)


 


IMPORTANTE 

A data limite para registro das candidaturas a prefeito é 26 de setembro. A partir desta data é que os postulantes às prefeituras serão considerados oficialmente candidatos.

As eleições municipais de 2020 estão marcadas para 15 de novembro. Nos municípios onde ocorrer segundo turno, a votação ocorrerá em 29 de novembro. 

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