A expedição São Tomé.
Antes
de embarcar no ônibus (uma espécie de Tarsomóvel) para iniciar o roteiro de
visitar no interior do estado, batizado pelo Palácio Piratini de “Semana de
Interiorização – Prestação de Contas 2012” , o governador Tarso Genro criticou a
imprensa pelo modo como vem tratando seu governo. “Queremos que nosso projeto
seja debatido, o que não está acontecendo”, disse ele.
Pois
bem governador, sinto lhe informar que não será a incursão oficial que irá
melhorar essa relação. Pelo contrário. Prepare-se para reclamar pelo pouco
espaço midiático dado a ela (a incursão). E os motivos são os mesmo que geraram
sua reclamação. A falta de uma agenda positiva. Como divulgar com destaque o
que pouco tem para ser informado. E o próprio roteiro comprova isto. Poucas são
as obras importantes que serão apresentadas a população.
Já
a agenda negativa dos dois primeiros anos do governo petista é farta de notícias
ruins. Daí o desequilíbrio da balança midiática. E querer negar isto é fechar
os olhos para a realidade. Tentar tapar o sol com a peneira. E cá entre nós, Tarso
não tem do que reclamar. Até agora a imprensa tem poupado seu governo da rotineira
mesmice de sempre. Para quem se elegeu prometendo muito e realizado muito pouco,
os 63% de avaliação positiva obtido nas pesquisas é um superávit político invejável.
Pouco compreensível, mas admirável.
É
por isso que a semana de incursão ao interior do estado pode ser chamada de “Expedição
São Tomé”. Por ter tão pouco a mostrar (em termos de obras), a ponto de
precisar ir “em loco” para fazer os outros crerem que algo foi ou está sendo feito.
E olha que isso já é sair no lucro, pois se o Cpers fosse coerente com o seu
passado já estaria realizando atos de protesto em todas as cidades visitadas.
Mas
é preciso reconhecer a coragem do governador e o oportunismo da sua presença no
interior. Estar perto da população é sempre uma atitude a ser louvada num
governante. Mas não basta ouvir. Tem que se envolver e realizar. E muito
precisa ser feito. Se o “alinhamento das estrelas” foi importante para eleger
Tarso no primeiro turno, tem que ser fonte inspiradora também na condução do Estado
ao desenvolvimento. Se o Brasil está se fortalecendo social e economicamente o
mesmo tem que ocorrer no Rio Grande do Sul.
E
para que isso ocorra o Estado não pode andar de ônibus. Tem que pegar um avião.
Pode ser até o sucatão do governo do Estado. Então mãos à obra governador. Abdique
da posição de São Tomé é passe a atuar como o imperador Júlio César, que foi,
viu e venceu (“veni, vidi, vici”). Só
assim o Rio Grande vencerá a batalha contra o atraso e poderá produzir boas notícias.
Imagem: voznativacomunicacoes.blogspot.com

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