quarta-feira, 2 de março de 2016



O Rio Grande do pessimismo.


Nessa época do ano, em 2015, passados dois meses do início do governo Sartori, preocupado com o início titubeante da nova administração, especialmente com a fixação por difundir massissamente a quebradeira financeira do Estado sem apresentar nenhuma proposta para solucioná-la, procurei um dos responsáveis pela comunicação governamental.
Disse-lhe que achava necessária a apresentação dos números desfavoráveis mas que tinha receio de que isso pudesse resultar num clima de desânimo. Sugeri então que paralelamente as más notícias fossem apresentadas boas novas.
Obtive a seguinte resposta. "Trata-se de uma estratégia. Que objetiva exatamente criar condições para as medidas impopulares que serão apresentadas. É o tempo do quanto pior melhor". Sai do encontro mais preocupado do que entrei.
E para agravar a situação, poucos dias depois, ouvi o secretário estadual da Fazenda dizer, em entrevista coletiva, que "se o Rio Grande ainda não conhecia o caos agora iria conhecer". E assim foi.
Pois bem, o tal pacote de maldades foi apresentado e aprovado pelo Parlamento gaúcho. Até mesmo aumento de imposto, coisa que Sartori disse na campanha que não faria, foi executado.
E o que resultou da tal estratégia predatória e negativista? Nada. Não só as dificuldades iniciais permaneceram como se agravam dia após dia. E não bastasse os atritos com o funcionalismo público, agora o governo do quanto pior melhor "chuta as canelas" do Poder Judiciário do RS e da União, a quem acusa de tentar praticar agiotagem na negociação da dívida gaúcha.
Independente de concluir que a minha preocupação exposta ao nobre dirigente da comunicação sartorista estava correta, vejo entristecido que não há nenhum indicativo de que a equivocada estratégia possa ser mudada.
Continuo tentando entender o que Sartori quis dizer quando afirmou que seu partido é o Rio Grande. Qual Rio Grande governador? O do pessimismo?

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