terça-feira, 7 de julho de 2015

Um governo sem pressa, indeciso ou perdido?















Alguns dos meus seguidores nas redes sociais estão me cobrando por estar sendo, segundo eles, duro demais nas críticas dos primeiros seis meses do governo Sartori. Tenho respondido que eles tem razão. Alguns até dizem que estou sendo mais contundente este ano do que fui nos quatro anos do governo Tarso. Mas isso não é verdade. Quem me conhece e acompanha minhas posições sabe que sempre fiz oposição a ideologia do PT e a sua prática governista e eleitoral. O que não significa que não possuam méritos em algumas iniciativas.

Ocupei cargos de coordenação de imprensa nos governos do PDS e PFL (Jair Soares), PMDB (Simon, Britto e Rigotto), PDT (Collares) e Yeda Crusius (PSDB). Nos governos do PT desempenhei minhas funções na Assembleia Legislativa. Pois é com essa experiência e coerência crítica que analiso o novo governo. Ao meu ver condizente com a postura de um jornalista que se propõe sério e honesto com as suas ideias e com os seus leitores.

Portanto, entendam o porquê do título desse artigo. O PMDB foi um dos últimos partidos a escolher seu candidato à governador. Na campanha eleitoral, Sartori pouco se comprometeu e sequer apresentou seu plano de governo, caso fosse eleito. Vencedor, teve dois meses para fazê-lo e não fez. Teve o mesmo prazo para compor o secretariado e só definiu a nominata na véspera da posse. E o segundo escalão só foi completado três meses após ele ter se instalado no Palácio Piratini.

Com um discurso único de falta de dinheiro, Sartori adotou uma postura de gestão que pode ser classificada de recessiva. Baseada em cortes e congelamentos de gastos e sem iniciativas eficazes  para aumentar a receita. Ao completar seis meses de mandato o governador, finalmente, encaminhou para a Assembleia Legislativa aquele que denominou como primeiro pacote fiscal. A maioria dos projetos visando suprimir conquistas trabalhistas. Ou seja, mais recessão. O segundo pacote, segundo fontes palacianas, só após o recesso parlamentar.

Agora me digam se estou errado. Todo esse rosário de lentidão e de incertezas pode caracterizar um governo que tem pressa em resolver seus problemas financeiros? Claro que não! Tivesse essa obstinação já teria se preparado com mais antecedência para os desafios. E é esse desencontro de atitudes que me passa a impressão de um governo com rumo indefinido. E para agravar essa sensação vejo que as propostas de melhoria, pelo menos a maioria delas, já foram experimentadas em outros governos, inclusive do próprio PMDB, e não deram os resultados esperados.


Eu, confesso, sabedor das dificuldades financeira do Rio Grande do Sul, não esperava milagres do governo Sartori. Mas esperava mais criatividade e proatividade. Pelo menos nas áreas mais críticas, como a segurança pública. Mas não é isso que estou vendo. E é isso que estou criticando. Não para o mal do governo, mas para o bem da população.  E ao contrário do governo do Estado tenho pressa de vê-los resolvidos. Ou pelo menos atenuados. 

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