O protagonismo do(a) vice.
Dia desses assisti a um vídeo
onde um tal de Carlinhos, apresentado como o vidente que previu a vitória da
Alemanha na Copa do Mundo no Brasil, dizia que Aécio Neves seria o vencedor da
eleição para a presidência da República em 2014. E mais. Que em segundo lugar
viria Dilma, derrotada por uma pequena margem de votos. E em terceiro viria
Marina da Silva. Pirado, ignorante ou farsante, pensei na hora. Nem sabe que
Marina é vice de Eduardo Campos. Pois não é que Marina, com a morte do
ex-governador de Pernambuco, poderá realmente disputar a eleição na condição de
cabeça de chapa!
Claro que não estou dizendo que a
previsão do tal Carlinhos irá se concretizar. Não tenho como creditar tal
sandice a uma pessoa que chama Aécio de Aélcio. Mas as coincidências históricas
sobre o aproveitamento dos vices me fez pensar na correlação entre fatos
passados e atuais. No Brasil sete vice-presidentes já assumiram a titularidade
tendo como motivos a renúncia ou a morte do presidente da época. Os mais
recentes foram Café Filho (suicídio de Getúlio Vargas), João Goulart (renúncia
de Jânio Quadros), José Sarney (morte de Tancredo Neves) e Itamar Franco
(renúncia de Fernando Collor de Melo).
Faço essas referências para o que
denomino de “síndrome do vice”, uma ação imprevista que faz com que um cargo
pouco valorizado numa campanha eleitoral e de pouca expressão no transcorrer de
um mandato, como é o caso do vice, se torne protagonista. E no Brasil a
história tem demonstrado que sua incidência é cada vez mais frequente. Não
estou dizendo, no caso de Eduardo Campos, que Marina irá ocupar a presidência
da República. O que penso é que sua ascensão à cabeça de chapa da coligação
Unidos pelo Brasil (PSB – PPS – PHS – PRP – PPL –PSL) tem condições de
influenciar no resultado final da eleição. Muito mais do que se tivesse
permanecido na condição anterior, de vice.
Se vai ser eleita ou se ficará em
segundo ou terceiro lugar é algo que não se pode dizer, pelo menos
cientificamente. Arriscar um palpite no cenário atual é “chute”. E isso eu
deixo para o Carlinhos.

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