terça-feira, 22 de julho de 2014

O que as pesquisas não mostraram.



Juro que não é mania de perseguição. É apenas constatação. Resultado de um exercício lógico de pensamento. Por que é tão difícil repetir comportamento quando uma pesquisa não favorece o governante de ocasião? Refiro-me as duas pesquisas que colocaram Ana Amélia Lemos a frente do governador e candidato a reeleição, Tarso Genro. Na primeira, que apesar de registrada no TRE, o contratante (Cia. Jornalística Caldas Jr.) decidiu não publicá-la. Ou seja, dar-lhe publicidade. Nela, dizem algumas fontes privilegiadas, Ana Amélia aparece bem à frente de Tarso, superando a marca dos 40 por cento, e Tarso com uma avaliação que não chega à 30 por cento.

Na outra, publicada na ZH dominical, a análise aparece incompleta, pois não apresenta a simulação de segundo turno. A coincidência com a que não foi publicada? Ana Amélia aparece bem à frente de Tarso. Mas o mais inquietante foi a explicação dada pelo jornal: “O Ibope não fez a simulação do segundo turno porque está é a primeira rodada depois do registro das candidaturas”. Como assim? Então não é mais o contratante que define o objeto de interesse da pesquisa?


 Estranho, tudo muito estranho. E o pior, sem nenhuma explicação plausível. Então é de se perguntar:  Onde está a tal transparência defendida pelas duas empresas de comunicação quando o foco é o poder público? Onde foi parar a coerência e a imparcialidade, bases do jornalismo isento e responsável? Depois não digam que tiveram o cuidado de não influenciar na decisão final do pleito. Desse jeito vai ser difícil de acreditar.

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