31.03.2014 Dia de reflexão e não de comemoração ou contestação. Até porque quase 70% dos brasileiros não estavam vivos em 1964. Se houve erros e equívocos - e houveram - foi de ambas as partes. De quem abusou da força ou de quem reagiu pela força. Das mais de três centenas de mortos (equivalente a dois meses de mortes no trânsito do RS) houve baixas de ambas as partes.
Quem antes pegava em armas... hoje governa o país e ocupa cargos importantes da República. Quem tinha as armas está na caserna. E o que isso trouxe de proveitoso para o país que não havia antes de 64? De 1964 para cá o Brasil se desenvolveu economicamente mas continua nanico no que se refere a justiça social e ao aprimoramento da política e dos políticos.
Por isso é incrível, por exemplo, que o regime cubano ainda sirva de modelo para a situação brasileira. O que Cuba tem que possa ser melhor do que o Brasil? O regime comunista? A ditadura de esquerda que ao contrário da brasileira continua viva e atuante? O socialização da miséria?
Ora, por favor. As atuais e futuras gerações querem a garantia da prestação de serviços públicos de qualidade, que tornem melhores os seus dias. Ninguém aguenta mais pagar tanto imposto e receber tão pouca coisa em troca. Onde está a educação de qualidade? Onde está a saúde eficiente? Onde está a segurança pública?
Se querem comparar alguma coisa, sob o ponto de vista histórico, que comparem a qualidade de vida do povo brasileiro no início da década de 60 e a de agora. Garanto que, tirando o avanço tecnológico, as diferenças não serão tão expressivas.
Então a lembrança de 64 nada mais é do que uma tentativa de reviver o passado. E passado como o nome diz já passou. Não existe mais. Por isso, neste 31 de março ergo um brinde ao futuro. Que ele seja melhor do que ontem e do muito melhor que hoje.

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