O Rio Grande precisa de um(a)
estadista.
Passado três
anos e dois meses o governo Tarso Genro ainda não conseguiu fixar uma marca. Pelo
menos no que se refere à gestão, pois do ponto de vista do comportamento da
pessoa do governador já existe um
estereótipo popular consolidado: a de que ele não cumpre com a palavra. E
muitos são os motivos. Quando prefeito de Porto Alegre prometeu peremptoriamente
que iria cumprir todo o mandato e não foi o que aconteceu. Prometeu, na
campanha eleitoral, que iria pagar o piso salarial do magistério para os
professores gaúchos e não cumpriu. E muitos foram os compromissos de campanha
que até agora não foram atendidos.
Fiel a sua
estratégia de tergiversar sobre a palavra empenhada, Tarso começa a descumprir
sua afirmação de que se o Governo Federal não aceitasse renegociar a dívida do
Estado ele não seria candidato à reeleição. E disse mais, que se a presidente
Dilma não priorizasse apenas o palanque petista no RS ele não seria
candidato. Pois Dilma tem vindo várias
vezes ao estado, a mais recente neste final de semana na abertura da Festa da
Uva, e os assuntos não entram na pauta dos interesses de Tarso. E olha que ele
próprio já admitiu que sem a renegociação o próximo governador terá muito pouco
a fazer, tal será a precaridade das finanças do Tesouro do Estado.
Então é de
se perguntar: É esta a postura de um líder? De alguém que se elegeu para
resolver problemas, especialmente os estruturais, que estão asfixiando o
desenvolvimento do Rio Grande e impedindo a melhoria da qualidade de vida dos
gaúchos. Claro que não dá para fazer
tudo o que precisa ser feito em apenas quatro anos, mas esse tempo é mais do
que o suficiente para atacar de frente e decididamente os mais problemas mais
graves. E Tarso não fez, não faz e tudo indica que não fará isto.
Mas afinal,
para que ele lutou tanto para um dia ser governador? Abdicou da prefeitura de
Porto Alegre; impediu que Olívio Dutra disputasse a reeleição; usou a máquina
federal (Ministério da Educação e da Justiça) para preparar o terreno para
vencer a eleição de 2010, pelo menos é o que diz o seu ex-secretário nacional
da Justiça, Romeu Tuma Júnior, no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime
de Estado”, e muitas outras atitudes, para chegar ao Piratini é realizar essa
administração prá lá de modesta. Dá para dizer que essa postura representa o
perfil do estadista que o Rio Grande precisa? Respondo por mim: não.
O Rio Grande
do Sul precisa sim de um(a) estadista. Mais do que nunca. Mas de alguém que
seja um(a) líder de verdade. Que comece por honrar a palavra empenhada. Que
cumpra com suas promessas e compromissos assumidos. Que tenha coragem, liderança
e criatividade. Que saiba ser um gestor competente, definindo adequadamente o
que é importante e o que não é. Que seja um tocador de obras. Que seja probo
sem abdicar da ousadia. Que saiba escolher seus comandados. Que seja um
democrata na acepção da palavra, priorizando o diálogo sem ser omisso nas suas
responsabilidades. E que, fundamentalmente, coloque permanentemente os
interesses do estado e dos gaúchos acima de qualquer outro.
E não digam
que isso é querer demais. Uma espécie de “príncipe encantado”, na versão dos
contos de fadas. É só olhar para a história do Rio Grande que encontraremos
vários estadistas. E não pode ser diferente. Esse é o perfil do gaúcho.
Lembram: “... povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. Bate forte no
coração de cada gaúcho e gaúcha, hoje e sempre, a figura do centauro dos pampas.
Do guerreiro farroupilha. E essa deve ser a marca dos nossos governantes. E não
é difícil de identificar o melhor para o Rio Grande. Basta comparar as
biografias dos candidatos. Suas condutas no poder e fora dele. A forma como se comportam na sua vida pessoal e política.
Teremos
eleições em outubro. Faça a sua parte. Vote com o cérebro, mas
principalmente com o coração e com a alma do verdadeiro gaúcho. Não podemos
mais errar na escolha. Já experimentamos todos os grandes partidos. Não podemos
cair mais na balela de focarmos a discussão na estéril disputa entre
estatização e privatização. Muito menos no debate ideológico improdutivo. E,
principalmente, não podemos mais acreditar nas falsas e sedutoras promessas de
campanha.
Queremos o
Rio Grande do tamanho que ele sempre foi e com a importância que sempre teve.
Indutor de ideias e de atitudes. Muitas vezes servindo de sinuelo para o país.
E não o contrário, dependendo da ajuda da União para quase tudo. Se temos
direitos – e temos – não podemos mendigar o que é nosso, mas reivindicar e se
preciso for, exigir. É por isso que precisamos de um(a) estadista. Comece a
pensar nisso. Não deixa para a última hora. Sua família e as futuras gerações
precisam da sua ajuda. Eleja um(a) estadista.

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