E a história começa a se repetir:
Ascensão e queda do império do PT.
O que
importa mais, aumentar a comercialização de veículos ou melhorar o sistema de
circulação viária nas grandes cidades brasileiras? O que é mais necessário,
importar médicos de outros países ou investir na ampliação e melhoria do
sistema público de saúde? O que é mais importante, mudar o sistema de avaliação
para o ingresso no ensino público superior, utilizando o sistema de cotas, ou
aprimorar a qualidade do ensino básico, fundamental e médio das escolas
públicas? O que vale mais, um cidadão livre e seguro ou uma política de
direitos humanos que privilegia os direitos do infrator? O que gera mais justiça social, ajudar os
pobres a se qualificarem para o emprego ou transformá-los em dependentes da
ajuda estatal?
Pois se você
pensa que o óbvio é responder as questões acima optando pela a segunda opção,
saiba que o PT não concorda. Pelo menos é o que se tem visto nas ações
implementadas pelos seus governantes. Em todos os níveis, nacional, estadual e
municipal. Mas se a maioria dos brasileiros pensa diferente do PT, por que
então votam nos seus representantes? Simples, por que não apareceu ainda outro
partido que convencesse a população de que é possível agir diferente, fazendo
mais e melhor. E gente boa para isso é que não falta. Talvez faltem coragem e
método de comunicação adequado. Coisa que, no último aspecto, o PT tem de
sobra.
Se o PT não
sabe não sabe ser um bom gestor, por outro lado, é especialista na arte de
fazer política popular. Ou será que a escolha do metalúrgico José Inácio Lula
da Silva - nascida na cabeça dos intelectuais de esquerda - para a presidência
da República foi obra do acaso? Se fosse, ele não teria sido tantas vezes
candidato pelo PT. É que a estratégia era mostrar aos eleitores que o PT era um
partido do povão. Diferente dos demais, chamados por eles de representantes das
elites, da burguesia, dos endinheirados. E essa estratégia, apoiada por
marqueteiros de primeira linha, acabou vingando e permanece até hoje na
imaginação da maioria dos brasileiros. Pelo menos é o que dizem as pesquisas.
E o que o PT fez e está fazendo no poder? Tudo
aquilo que anteriormente condenava. Às vezes até pior. Ou tentar desmoralizar uma decisão da suprema
corte brasileira, o STF, no caso do Mensalão, não é buscar o enfraquecimento de
um dos poderes mais importantes da República? Mas afinal, o que deseja o PT? Poder,
fundamentalmente. Para implantar a ditadura socialista e se perpetuar na
condução, a seu bel prazer, da vida dos milhões de brasileiros.
Mas é ai que
está o grande equívoco petista. Mas uma vez fazem da prioridade secundária a
principal. Assim como não perguntaram à população sobre suas prioridades e/ou quando
perguntaram não atenderam, quem disse que os brasileiros aceitarão
pacificamente a eternização do PT no poder? Ou, quem garantiu que a tentativa
de substituição da democracia pelo socialismo será tolerada pela população? A
exemplo de outros governos socialistas, que sucumbiram graças a sua arrogância
e prepotência, dentre outros defeitos, também o PT começa a ver corroído o seu
império. As vozes das ruas, que os partidos de esquerda tentam mas não
conseguem contaminar, é um dos sintomas desse declínio da estratégia petista.
Esquece,
desconhece ou ignora o PT, que o mesmo cérebro que foi capaz de criar o império
petista pode destruí-lo. Se eles próprios não acreditam na capacidade do povo
brasileiro de gerir seus interesses, as urnas, nesta ou nas próximas eleições,
com toda certeza irão provar o contrário. Se é que o povo brasileiro conseguirá
esperar até lá.

O que mais importa para os partidos de esquerda é o PODER.
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