Ação entre amigos.
Sabe aquela história que diz “fulano é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”? É o que está parecendo essa “vaquinha” do PT para pagar a multa prevista para os mensaleiros José Dirceu, José Genuíno e Delúbio Soares. Justo? Se considerarmos que o objetivo do mensalão foi ajudar o governo petista de Dilma, sim. Até porque se eles pagassem as expressivas multas do próprio bolso isso soaria como uma confissão de culpa, afinal os três estão procurando emprego, o que significa a inexistência de posses. Pior seria se o pagamento fosse feito com dinheiro público. Mas será que não está? Alguém mostrou a lista de doadores? Seria de grande utilidade.
Trata-se de mais um indicativo de que o PT de hoje não é nem sombra do PT original. Lembro bem da época que para arrecadar fundos para as campanhas eleitorais eram promovidas rifas, vendidos souvenirs com a estrelinha vermelha, etc. Hoje o PT está rico. Pela contribuição dos filiados que ocupam cargos no serviço público e pela doação das grandes empresas. E não adianta querer me convencer de que a fonte maior de arrecadação é o Fundo de Participação Partidária. Por tudo o que se vê de ostentação política, o tal fundo se caracteriza apenas como mesada para pagar pequenas despesas. O grosso mesmo vem de “fontes alternativas”.
Talvez tenha sido esse “cacoete econômico-financeiro” que tenha despertado a idéia da “vaquinha” como solução para o pagamento das dívidas dos Zés e de Delúbio. Qualquer outro partido teria se distanciado de membros condenados pela justiça. Menos o PT. Se uma ex-quadrilheira revolucionária pode estar na presidência da República, por que os detentores da missão de cooptar financeiramente outras siglas partidárias, para benefício do próprio PT, teriam que ser segregados? O PT se orgulha do ditado que fala, “diga-me com quem antes e te direi quem és”.
Se o assunto é juntar dinheiro não duvidem do PT. Se ainda assim desejarem uma prova disso, é só esperar o início da campanha eleitoral.

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