terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O empowerment dos brasileiros.




Nunca fui muito chegado a essas comemorações de fim de ano. Primeiro porque não compreendo bem essa cronologia de ano. Prá mim a contagem anual deveria ser individual. Vale para os 365 dias a contar da data do seu aniversário. Afinal, foi ali que o cronômetro da sua vida foi disparado. Mas vá lá! Credite-se ao dia 31 de dezembro o fim do ano coletivo. O ano do calendário. Mas querer fazer da data um sinônimo de recomeço é subjugar a inteligência das pessoas. Ano novo é a continuidade dos anteriores. Se algo estiver errado, que se corrija. Se está dando certo, que se aprimore. Agora não me venham com essa história de borracha temporal. Ano novo, vida nova, o cambau! A construção de um futuro tem início em cada amanhecer. Quando você abre os olhos. É ali que você retoma o seu aperfeiçoamento (ou não) como ser humano.

É por isto que, ao adotar a prática da retrospectiva histórica, classifico como maior evento nacional em 2013 o empoderamento social do povo brasileiro.  Nascido no mês de junho. “Desculpe o transtorno, estamos mudando o país”. Mais do que um cartaz de protesto, a frase caracterizou um novo estado de espírito da população, que exaurida pelo descaso estatal, resolveu dar um basta ao seu imobilismo cívico. Normal. Essa situação dos brasileiros serem campeões de pagamento de impostos sem a devida contrapartida estatal um dia teria que explodir. E explodiu, fazendo sacudir o meio político. Os protestos fizeram valer a máxima de que a esperança venceu o medo. Ou será o medo que venceu a esperança? Tudo isso em ano não eleitoral, o que reforça a espontaneidade e legitimidade dos movimentos populares.

Quem ouviu a mensagem das ruas mudou. Quem não ouviu, ou não entendeu, prepare-se para ter uma grande surpresa. O povo já não possuiu a mesma ingenuidade de antes. O “vulcão”, embora adormecido, continua em franca ebulição. Aguardando a hora de entrar em erupção. E algo me diz que isto acontecerá no dia 5 de outubro de 2014.  Com uma prévia quatro meses antes, quando o “junho brasileiro” completar um ano.

É por isso que ao desejar a todos um Feliz Ano Novo, rogo ao destino, ou a Deus, ou a Alá, ou outra divindade qualquer, que esse empowerment tupiniquim não esmoreça. Para o bem de todos e felicidade geral da nação. O gigante acordou. Comemore.

No mais, desejo a todos muita saúde, paz, amor e progresso.


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