Mobilidade urbana terá influência na eleição.
Foram muitas as manifestações de
contentamento dos porto-alegrenses que ficaram em Porto Alegre durante as
festas de fim de ano. O motivo: a facilidade de circular pelo trânsito urbano. A
razão: o deslocamento de boa parte da frota de veículos para o litoral gaúcho.
E o melhor disso é a perspectiva de que isto se repita durante os meses de
janeiro e fevereiro, quando uma imensa maioria da população se desloca de
férias para o litoral. É a época em que a capital se transforma no paraíso dos
motoristas. E não só deles. E o fenômeno não ocorre
apenas em Porto Alegre. Nas outras cidades de grande porte, como Canoas,
Caxias e Pelotas, dentre outras, também. Claro que essa intensa migração de
veículos para o litoral carrega consigo os problemas de saturamento de
veículos. Os engarrafamentos, a falta de estacionamento e os acidentes de
trânsito passam a ser problemas para quem circula pelas localidades litorâneas.
Faço esta referência para mostrar que atualmente a mobilidade urbana é um dos grandes temas dos tempos
modernos. E que só se agrava. Ter carro hoje em dia é uma possibilidade
palpável. E é por isso que a frota de veículos está aumentando demais. A ponto de prejudicar a qualidade de vida das pessoas. Sejam elas proprietárias
de automóveis ou usuárias do transporte coletivo. Ou seja, o trânsito urbano já
é um problema que está no rol das principais preocupações do cidadão.
É por isso que o assunto terá uma
expressiva importância na eleição deste ano. Nunca o transporte urbano foi
encarado com tanta seriedade pela população. Para os incrédulos, é recomendável lembrar que no Rio Grande do Sul existem 18 municípios com mais de 100 mil habitantes. São eles: Porto Alegre,
Caxias do Sul,
Pelotas, Canoas, Santa Maria,
Gravataí,
Viamão, Novo Hamburgo,
São Leopoldo,
Rio Grande,
Alvorada,
Passo Fundo,
Sapucaia do
Sul, Uruguaiana.
Cachoeirinha,
Santa Cruz do
Sul, Bagé e Bento
Gonçalves. Todos eles apresentando problemas de mobilidade urbana.
Por isto é recomendável que os
candidatos a cargos do Executivo (estadual e federal) incluam em seus programas
de governo e em suas promessas de campanha, alternativas para melhorar a trânsito nas grandes cidades. E que,
uma vez eleitos, tratem de dar celeridade às obras e providências para a
execução das necessárias melhorias. Enquanto ainda há tempo.

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