Falta a hidrovia
Embora ainda estejam no campo das
boas intenções, os anúncios da presidente Dilma Rousseff dando conta da
realização de obras de infraestrutura na área dos transportes do Rio Grande do
Sul são alentadores e incentivadores. Alentadores porque apesar de atrasados
continuam imprescindíveis para desatar os nós que impedem o pleno
desenvolvimento do Estado. Incentivadores porque permite a participação da
iniciativa privada, o que garante a rapidez na execução das obras. Neste elenco
de investimentos estão as duplicações da BR-116, entre Guaíba e Pelotas, da
BR-290, entre Eldorado e Pantano Grande, e da BR-386 entre Tabaí e Lajeado; a
construção da segunda ponte do Guaíba; a implantação do metrô de Porto Alegre;
a ampliação do polo naval de Rio Grande; e agora a construção da ferrovia São
Paulo – Rio Grande.
Neste último caso, há que saudar
o retorno do investimento no modal ferroviário, praticamente abandonado nas
últimas décadas, fundamental para o escoamento de cargas volumosas, como grãos,
minérios e combustíveis. Se o modal rodoviário tem desempenhado este papel com
eficiência, o faz com altos custos. Não me refiro apenas ao valor do frete, mas
as mortes no trânsito, o congestionamento das principais estradas e a poluição
ambiental, dentre outros. Com o trem todos esses problemas serão minimizados e
a economia revitalizada.
Mas se a comemoração se dá pela
reativação da ferrovia e da ampliação das rodovias, não menos importante é a
valorização do modal hidroviário. E o Rio Grande do Sul, nesse aspecto, possui
a malha hidroviária mais privilegiada do país. E pouco utilizada. Além das
vantagens do trem a hidrovia possui um significado avanço na proteção ao meio
ambiente, já que polui menos que o trem. Sem falar no frete mais em conta. Outra
vantagem é que a via não precisa ser implantada, pois a natureza já fez isto. E
onde não fez a “mão do homem” já executou. Refiro-me as barragens e eclusas do
Rio Jacuí e os portos de Rio Grande, Porto Alegre, Estrela e Cachoeira do Sul.
O que falta, basicamente, é o aprofundamento (dragagem) dos canais por onde
trafegam ou poderiam trafegar os navios e outras embarcações.
Por isto, nesta hora, ao
agradecermos a presidente da República pelo apoio ao Rio Grande do Sul, gostaria
de deixar mais um pedido: não se esqueça
da hidrovia.

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