quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Cuidado com as palavras Postal.



Inoportuna, injusta e indevida a crítica feita pelo líder  do  governo  Sartori na Assembleia Legislativa, Alexandre Postal, de  que alguns  deputados da base  aliada  precisam  ser um pouco mais leais. Ora, até parece um pedido de parlamentar inexperiente e não de alguém que está no seu quinto mandato. Postal sabe que um parlamentar, independentemente de ser situação ou oposição, tem a obrigação de ser fiel aos seus eleitores e aos compromissos assumidos. Mais do que seu ao seu partido ou ao governo que integra.

O convite para que partidos derrotados na eleição façam parte do governo vencedor não tem nada de filantropia ou grandeza política. Tem, isso sim, tudo a ver com a busca do atendimento dos interesses do governo de plantão. A tal maioria parlamentar. Por isso, não me venham com essa história de traição ou rebeldia. Não existe essa de obrigatoriedade de voto. Isso é coisa de governo autoritário e não de governo democrata.

E mais, ao meu ver a cota de sacrifício defendida por Postal junto a base aliada já foi por demais prejudicial aos deputados que atenderam ao clamor governamental. Ou aumentar impostos, subtrair direitos trabalhistas e dar o calote em pensionistas e aposentados é pouco para um governo que ainda não disse a que veio?


Bem, pode ser que para um governo que veio semear o caos a possibilidade de perder aliados não tenha assim tanta importância. Para ele (governo) o que importa realmente é a aprovação dos seus pacotes de maldade. Daí a pressa em aprova-los logo em plenário. Antes do descarte dos traidores. Nesse aspecto, a crítica do líder do governo poderá ter efeito contrário e reservar mais algumas surpresas desagradáveis ao império peemedebista.

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