Cuidado com as palavras Postal.
Inoportuna, injusta e indevida a
crítica feita pelo líder do governo Sartori na Assembleia Legislativa,
Alexandre Postal, de que alguns deputados da base aliada precisam ser um pouco
mais leais. Ora, até parece um pedido de parlamentar inexperiente e não de
alguém que está no seu quinto mandato. Postal sabe que um parlamentar,
independentemente de ser situação ou oposição, tem a obrigação de ser fiel aos
seus eleitores e aos compromissos assumidos. Mais do que seu ao seu partido ou
ao governo que integra.
O convite para que partidos derrotados
na eleição façam parte do governo vencedor não tem nada de filantropia ou
grandeza política. Tem, isso sim, tudo a ver com a busca do atendimento dos
interesses do governo de plantão. A tal maioria parlamentar. Por isso, não me
venham com essa história de traição ou rebeldia. Não existe essa de
obrigatoriedade de voto. Isso é coisa de governo autoritário e não de governo democrata.
E mais, ao meu ver a cota de
sacrifício defendida por Postal junto a base aliada já foi por demais
prejudicial aos deputados que atenderam ao clamor governamental. Ou aumentar
impostos, subtrair direitos trabalhistas e dar o calote em pensionistas e
aposentados é pouco para um governo que ainda não disse a que veio?
Bem, pode ser que para um governo
que veio semear o caos a possibilidade de perder aliados não tenha assim tanta
importância. Para ele (governo) o que importa realmente é a aprovação dos seus
pacotes de maldade. Daí a pressa em aprova-los logo em plenário. Antes do
descarte dos traidores. Nesse aspecto, a crítica do líder do governo poderá ter
efeito contrário e reservar mais algumas surpresas desagradáveis ao império
peemedebista.

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