Novo Cpers, velhos defeitos.
O Cpers, que pretende usar o
diálogo como ferramenta de construção de soluções para a área da educação,
precisa se decidir. Ou faz apenas política sindical ou se apresenta à sociedade
como uma entidade universal, de caráter cidadão. Digo isso pela dualidade de
conduta que representantes do Cpers vem adotando no debate da dívida pública do
Estado. No dia em que a entidade anuncia que irá seguir os passos de Sartori,
promovendo uma ampla discussão sobre a busca de soluções para a crise
financeira e para a melhoria do ensino gaúcho, um pequeno grupo e professores
tumultua a reunião promovida pelo governo do Estado, em Santa Maria, vaiando a
manifestação do governador Sartori. Ou a direção do Cpers orienta seus filiados
sobre a verdadeira causa que move os interesses da categoria ou a entidade, já
desgastada perante a sociedade gaúcha, tende a cair em total descrédito. Quem
não sabe aonde quer chegar não vai a lugar nenhum.

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