E não é que Jardel deu uma de
Fabrício.
Coincidências a parte, nesta
segunda-feira um jogador de futebol em atividade e um ex-jogador tiveram seus
destinos profissionais definidos pelo descontentamento com as críticas da
torcida e com a falta de apoio dos seus assessores. O primeiro caso envolveu o
lateral esquerdo do Sport Club Internacional, Fabrício, que após ter feito
gestos obscenos e xingado com palavrões a torcida colorada, além de jogar no
gramado a camisa do clube, foi dispensado pela direção do Internacional.
O outro caso envolveu o ex-centroavante
Jardel, ídolo da torcida gremista, e atual deputado estadual pelo PSD.
Insatisfeito com o tratamento recebido pela maioria dos seus assessores, o
deputado Mario Jardel de Almeida Ribeiro demitiu 21 dos seus 25 funcionários do
gabinete e entrou em licença de saúde. Ao contrário de Fabrício, do Inter, que
reclamou ter ouvido demais, a queixa de Jardel é de que não era ouvido e
respeitado por sua equipe. Seu futuro como parlamentar e como filiado ao PSD
ainda é incerto.
O que salta aos olhos nos dois
episódios é o despreparo dos principais envolvidos para o exercício de
atividades públicas. Mas a presença
deles nas funções não se deu de maneira unilateral ou arbitrária. Ocorreu por interferência
de terceiros. No caso de Fabrício, da direção do clube e da escalação do
treinador. No de Jardel, do convite do PSD, especialmente do seu ex-colega de
clube, deputado federal Danrlei de Deus.
Precisou que o comportamento latente
de Fabrício e Jardel se manifestasse em toda a sua plenitude para que o
despreparo dos dois se transformasse num episódio de conduta comprovadamente
inadequada. E agora, como ocorre nesses
casos, os principais prejudicados são as pessoas que nada tem a ver com isso. Refiro-me
ao time e a torcida do Internacional, e os mais de 41.227 eleitores que votaram
em Jardel. Fica a experiência e a confirmação da máxima de que realmente “ovelha não é
pra mato”.


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