terça-feira, 22 de abril de 2014

Construindo lá o que falta aqui.



Para ver como não dá para confiar no PT. Quando o PSB deixou o governo Tarso o PT apressou-se em creditar ao antigo aliado as mazelas das rodovias estaduais. A ponto de expor publicamente as críticas ao então secretário de Infraestrutura e presidente estadual do PSB, deputado Beto Albuquerque, responsabilizando-o pela não execução de obras como a ERS-010 ligando Sapiranga a Porto Alegre. Foi vítima da aversão petista pela parceria público-privada, solução para suprir a escassez de recursos do Tesouro do Estado.

Pois bem, passado mais de um ano da saída de Beto e do PSB o que melhorou na área rodoviária? Nada. Pelo contrário, piorou. As estradas conservadas pelo DAER continuam com problemas e as que não tinham passaram a ter. As que estavam nas mãos das concessionárias de pedágios e que mal ou bem estavam em boas condições de tráfego, passaram a ser problemáticas na administração inexperiente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). E com o término da fase boa para a recuperação de rodovias – meses com pouca chuva – a tendência é de que o que já está ruim fique ainda pior.

Enquanto as manifestações dos novos administradores do setor são de negação da realidade e de promessas de melhorias pouco confiáveis, o governo Federal resolve financiar obras em portos de Cuba e do Uruguai. Uma ostentação de grandeza que contradiz com a realidade nacional. Não foram os cubanos e nem os uruguaios que depositaram sua confiança em Dilma nas urnas. Foram os brasileiros. Para que fossem resolvidos os problemas do Brasil. Então quem deu procuração para ela distribuir bondades pela América do Sul e pelo Caribe?

Tomara as urnas deste ano possam repor as coisas no seu devido lugar. Governo sério é o que faz o dever de casa antes de ajudar o vizinho. Se o Brasil ainda não alcançou o seu tão almejado desenvolvimento muito se deve a precariedade da sua infraestrutura de transportes e de energia. Onde está a prometida retomada do tranporte ferroviário e hidroviário? Onde estão os metrôs urbanos? Por que centenas de municípios ainda não contam com acesso pavimentado? Por que nossos aeroportos continuam sendo pouco mais do que um campo de avião? Por que nossos portos não operam na sua plenitude?

Com certeza foi a esperança de obter respostas para estas indagações que levou os gaúchos e os brasileiros, em 2010, a acreditarem que o tal alinhamento das estrelas (PT lá e aqui) fosse a “salvação da lavoura”. Esta provado que não foi.


Nenhum comentário:

Postar um comentário