Construindo
lá o que falta aqui.
Para ver
como não dá para confiar no PT. Quando o PSB deixou o governo Tarso
o PT apressou-se em creditar ao antigo aliado as mazelas das rodovias
estaduais. A ponto de expor publicamente as críticas ao então
secretário de Infraestrutura e presidente estadual do PSB, deputado
Beto Albuquerque, responsabilizando-o pela não execução de obras
como a ERS-010 ligando Sapiranga a Porto Alegre. Foi vítima da
aversão petista pela parceria público-privada, solução para
suprir a escassez de recursos do Tesouro do Estado.
Pois bem,
passado mais de um ano da saída de Beto e do PSB o que melhorou na
área rodoviária? Nada. Pelo contrário, piorou. As estradas
conservadas pelo DAER continuam com problemas e as que não tinham
passaram a ter. As que estavam nas mãos das concessionárias de
pedágios e que mal ou bem estavam em boas condições de tráfego,
passaram a ser problemáticas na administração inexperiente da
Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). E com o término da fase boa para
a recuperação de rodovias – meses com pouca chuva – a tendência
é de que o que já está ruim fique ainda pior.
Enquanto
as manifestações dos novos administradores do setor são de negação
da realidade e de promessas de melhorias pouco confiáveis, o governo
Federal resolve financiar obras em portos de Cuba e do Uruguai. Uma
ostentação de grandeza que contradiz com a realidade nacional. Não
foram os cubanos e nem os uruguaios que depositaram sua confiança em
Dilma nas urnas. Foram os brasileiros. Para que fossem resolvidos os
problemas do Brasil. Então quem deu procuração para ela distribuir
bondades pela América do Sul e pelo Caribe?
Tomara as
urnas deste ano possam repor as coisas no seu devido lugar. Governo
sério é o que faz o dever de casa antes de ajudar o vizinho. Se o
Brasil ainda não alcançou o seu tão almejado desenvolvimento muito
se deve a precariedade da sua infraestrutura de transportes e de
energia. Onde está a prometida retomada do tranporte ferroviário e
hidroviário? Onde estão os metrôs urbanos? Por que centenas de
municípios ainda não contam com acesso pavimentado? Por que nossos
aeroportos continuam sendo pouco mais do que um campo de avião? Por
que nossos portos não operam na sua plenitude?
Com
certeza foi a esperança de obter respostas para estas indagações
que levou os gaúchos e os brasileiros, em 2010, a acreditarem que o
tal alinhamento das estrelas (PT lá e aqui) fosse a “salvação da
lavoura”. Esta provado que não foi.

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