Onde está a
coerência governador?
Nada como um
dia após o outro. É verdade. Ainda mais quando a incoerência já se transformou numa
marca. Refiro-me a declaração do governador Tarso Genro de que o incêndio das
viaturas no pátio da Academia de Polícia da Brigada Militar foi criminoso. Para
ser fiel a declaração dele, “um atentado contra a corporação”. No caso a
Brigada Militar. Triste ironia. Quando se trata de usar a própria Brigada para
impedir a depredação e a destruição do patrimônio privado, como os que ocorrem
nos protestos de rua, Tarso prefere não interferir. Considera todos os excessos
naturais, resultantes de um ato
democrático, de uma manifestação cidadã, que como tal precisa ser respeitada.
Pois é! Então por que ele está tão indignado com o incêndio das viaturas? Só
por que envolve a sua Brigada Militar? Que ele comanda de maneira política, fazendo
com que a tropa tenha uma postura contemplativa e não combativa? Será que não
lhe passa à cabeça que isso incentiva a violência e a criminalidade?
Claro que,
como todo crime, o incêndio das viaturas precisa ser esclarecido e os
responsáveis punidos. Mas por que não dar ao cidadão o mesmo direito. Onde
estão os vândalos e irresponsáveis que picharam os edifícios do centro de Porto
Alegre? Que incendiaram ônibus e contêineres de lixo? Que depredaram agencias
bancárias? Por que, nesses casos, Tarso não demonstrou a mesma indignação e exigiu
a mesma presteza na cobrança por resultados? gaúchos. Não se exaspere
governador, o incêndio das viaturas da BM é apenas mais um capítulo do filme de
terror que se transformou a segurança pública no Rio Grande do Sul. Ou se achar
melhor, se exaspere muito, pois teremos eleição neste ano e os gaúchos estão
loucos para protestar, democraticamente, do jeito que o senhor diz gostar.

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