A bomba relógio de Tarso.
Tal qual o
grande e supostamente inafundável Titanic, o Rio Grande do Sul navega
descontrolado rumo ao iceberg da bancarrota financeira. Numa comparação com o
filme Titanic, essa é a situação do Rio Grande do Sul. Enquanto o governador (capitão)
age como se tudo estivesse sob controle, quem segura o leme são pessoas
(marinheiros) despreparadas para a tarefa de conduzir um estado (navio) em
risco eminente de insolvência. Incompetência? Despreparo? Ou premeditação? Debrucemo-nos,
pois, na análise dessas três hipóteses.
Incompetência?
Os erros e equívocos gerenciais praticados no governo Tarso são muito
semelhantes aos do governo Olívio Dutra, entre 1999 e 2003. Só não são iguais
porque se agravaram. Olívio, apesar de ter o orçamento participativo como sua
principal bandeira, deixou o governo sob forte rejeição popular. Tarso, segundo
as pesquisas de opinião, tem sua administração muito mal avaliada. A diferença
é que ao contrário de Olívio, ele não conseguiu imprimir nenhuma marca ao seu
governo.
Despreparo?
Na contramão da máxima que diz que um bom administrador é aquele que sabe
escolher seus assessores, tanto Olívio quanto Tarso colocaram o interesse
partidário como principal critério de seleção para a montagem da máquina
pública. No caso de Olívio o foco era a instrumentalização partidária do
governo. A estrela era o passaporte para a ocupação dos cargos, independente da
qualificação profissional dos seus ocupantes. Tarso, por sua vez, seguindo a
cartilha Lulista, priorizou a montagem de um governo de gestão pluripartidária
(compartilhada, dizem), que mais se assemelha a um “Exército de Brancaleone”,
cujo foco é o ganho político e não a gestão eficiente. Um Frankenstein manipulado
por interesses difusos.
Premeditação?
Num primeiro momento tal possibilidade pode parecer absurda. Como alguém vai
planejar um governo para que ele não dê certo? A menos que traga consigo as
marcas da incompetência e do despreparo. Pois é isso que explica o segundo
momento, o da implosão dos futuros governos. Partido político existe para
chagar ao poder, isso todo mundo sabe. Mas para o PT não basta chegar, tem que
permanecer. Como se fosse dono dele. E quando isso está ameaçado “a morte é uma
obrigação”. Tipo, se não é meu não será de mais ninguém. E a vítima no caso será
o futuro do Rio Grande.
Particularmente,
se tivesse que escolher entre as três opções, eu optaria por uma resposta
múltipla. No caso as três opções estariam corretas. Mas pelo andar da carruagem,
pelo mau desempenho nas pesquisas de opinião, e pelas medidas antiéticas (se não
irresponsáveis) de Tarso, que corroem e comprometem a estrutura financeira do
Estado em um futuro imediato, eu fico com a terceira hipótese. A premeditação.
Só isso pode explicar os reajustes escalonados dados ao funcionalismo com
vencimentos previstos para o próximo governo. Só isto pode explicar os saques
de receitas alternativas, como os do caixa único, depósitos judiciais e outras
mais, sem que haja qualquer horizonte previsível para as suas restituições.
Mas o PT não
é de jogar a toalha. Deve estar planejando alguma estratégia maquiavélica para
tentar, mais uma vez, enganar o eleitor. E este know how, convenhamos, ninguém e
nenhum outro partido tem igual. Mas os protestos de rua nos trazem ventos de
esperança. Quem sabe os eleitores não irão se deixar iludir mais uma vez pelas
promessas sedutoras e impraticáveis do PT. Afinal, de onde Tarso tiraria
recursos para concretizá-las? É por isso
que aposto que esta eleição será a mais conflituosa dos últimos tempos. O PT,
se sentir que está ameaçado de perder o poder, vai sair atirando e, se
necessário for, dinamitando pontes, mesmo que isso signifique impedir que o Rio
Grande consiga alcançar o seu tão necessário desenvolvimento.
Gostaria,
sinceramente, de estar equivocado. De que tudo o que está acontecendo é
resultado apenas da incompetência e do despreparo do PT. Mas oito anos (Olívio
e Tarso) de maus resultados não me permitem mais ser ingênuo.

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