terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O voo solitário dos tucanos.



Quando não se sabe para onde ir qualquer caminho é um destino. É o que parece estar acontecendo com o PSDB gaúcho. Engessado por uma decisão antecipada do diretório nacional do partido que lançou o nome de Aécio Neves à presidência da República, os tucanos do Rio Grande do Sul ficaram praticamente sem opções de alianças com outras siglas. É que os partidos pragmáticos (ou fisiológicos) que estão no governo Dilma irão apoiar a reeleição da petista e os que pregam a independência, mesmo estando na base de Dilma, tendem a apoiar a candidatura de Eduardo Campos.

Assim, diante deste cenário adverso, o PSDB gaúcho, valendo-se do seu privilegiado tempo de TV, voa de galho em galho na busca de um parceiro que ofereça palanque para Aécio Neves. Até agora sem sucesso. Nem mesmo aliados das últimas eleições, como o PP, se predispõe a discutir uma possível aliança. E para agravar a situação dos tucanos, a figura da ex-governadora Yeda Crusius, continua a assombrar a memória dos gaúchos e, consequentemente, inibindo a aproximação de possíveis aliados de campanha.

Mas não é por falta de esforço que o PSDB tende a lançar candidatura própria ao governo do Estado. A cantada mais recente dos tucanos foi encima do PDT de Vieira da Cunha, outro pré-candidato já definido. A iniciativa valeu-se da necessidade de Vieirinha de aumentar seu tempo de TV. Mas trata-se de um “namoro” difícil de acontecer. O PDT jamais irá apoiar a candidatura de Aécio Neves. Aliás, está claro que a estratégia dos pedetistas será aumentar o tempo de TV através da arregimentação do maior número possível de pequenos partidos. Já vem fazendo isto.


Como se percebe, a missão dos tucanos gaúchos é inglória. Sem aliados de peso, sem uma grande organização partidária em nível de estado (diretórios, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores) e sem um nome de expressão para a vaga de governador, a tendência é e que o PSDB tenha um terreno pouco fértil, tanto para a eleição majoritária (nacional e estadual) como para a eleição proporcional. Sem saída, resta aos tucanos do RS apostarem todas as suas fichas (e orações) na candidatura de Aécio Neves. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário