A classe média do feijão com arroz.
O pobre sonha,
Mas o sonho do pobre é tão pobre!
Sonha com casa própria,
Sonha com um bom salário,
Sonha com boa comida,
Sonha subir na vida...
Mas o sonho do pobre é tão pobre!
Sonha com casa própria,
Sonha com um bom salário,
Sonha com boa comida,
Sonha subir na vida...
(Cícero Alvernaz, poeta).
O
governo brasileiro tem dito, reiteradamente, do seu orgulho de estar
contribuindo para que um número cada vez maior de cidadãos deixe a classe pobre
e ingresse na classe média. E não por acaso. Até slogan produziram para isso: “País
rico é país sem pobreza”. Bota sinceridade nisso!
Sob esta
ótica enquadram-se os programas sociais que estão oportunizando que os menos
favorecidos economicamente possam desfrutar de casa, comida e dinheiro no
bolso. Ou seja, prontos para se sentirem classe média. E como tal, tiveram
acesso, mediante queda ou congelamento de juros e tributos (mesmo que
temporários), a compra do primeiro automóvel, viagem de avião, TV de 40
polegadas, computador, etc.
E tudo
isso fez a roda da economia andar. E os cofres públicos se abarrotarem de
recursos. E claro, como toda classe média que se preste, serviu para endividar
o “novo rico”. Pode-se chamar literalmente isto de evolução (ou será revolução)?
De melhora de vida? A julgar pela popularidade da presidenta e de seu governo,
medida pelas pesquisas, sim. Mas o que de fato mudou para melhor na vida do
cidadão? Na sua qualidade de vida? Os serviços básicos e gratuitos de saúde, educação
e segurança melhoraram? A infraestrutura de transportes, energia e comunicações
receberam as melhorias necessárias? Muito pouco. Aquém das necessidades e da
urgência necessária.
O que se
percebe é que quem conseguiu alçar um novo patamar de bem-estar o fez
basicamente por conta própria. As suas custas. Utilizando planos de saúde,
ensino particular e segurança privada, dentre outros. Mas é este o paraíso
prometido? Se é, então não existe diferença entre socialismo e ou capitalismo,
pois tudo acaba tendo o mesmo destino: o bolso do contribuinte.
Ah! Mas
tem o futebol e o carnaval, dirão alguns pouco exigentes, satisfeitos com o “Curinthians”
campeão do mundo e com o fato da Copa de 2014 ser realizada no Brasil. Carnaval
então nem se fala. Dura apenas uma semana, mas leva um ano se preparando para a
folia. E isso demanda tempo e dedicação. E quem ousa pedir mais é taxado de
exigente ou politicamente incorreto.
Ou seja,
tudo está a indicar que o que importa mesmo é fazer com que o cidadão se sinta
integrante da classe média, mesmo que desfrutando das “benesses” de um governo
que, podendo fazer mais e melhor, só oferece o trivial feijão com arroz.
Imagem:
eleojamal.blogspot.com

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