Afinal, mudou o Brasil ou mudou o PT?
Quem
leu, ouviu ou assistiu as declarações de José Dirceu e José Genuíno sobre as
suas condenações pelo crime de corrupção ativa pode estar achando que o STF, a
imprensa e os partidos de oposição ao governo Lula resolveram declarar guerra ao
PT. Logo o PT, partido que sempre se dedicou ao combate à ditadura, as
injustiças sociais e a corrupção. Pois é. A impressão que fica nas entrelinhas
da revolta dos dois expoentes do petismo tupiniquim é que não foi o PT que
mudou. Quem mudou foi o Brasil. O que é uma meia verdade.
Se
o Brasil mudou, mudou para melhor. E muito graças aos governos do PT. Já somos
uma das maiores potencias mundiais emergentes. Tanto economicamente como em
várias outras áreas. No combate a corrupção, por exemplo. A Lei da Ficha Limpa
moralizou as eleições. O rigorismo da Polícia Federal e do Ministério Público se tornou uma ameaça permanente para os maus homens públicos. E agora se sabe
que a Justiça brasileira, em especial o Supremo Tribunal Federal, trata igualitariamente
“ladrões de galinhas” e “políticos corruptos”.
E
o PT? Continua o mesmo ou mudou? Os recentes fatos escancarados pela imprensa
(talvez por isso ela seja tão repudiada pelos petistas) mostram que mudou. E
para pior. Se não vejamos:
O
PT que aplaude a chegada de José Genuíno à sede nacional do partido, logo após
ter sido condenado pelo STF por corrupção ativa, no caso do Mensalão, é o mesmo
que rangeu os dentes e defendeu a pena máxima para o então presidente Collor de
Melo? E, para buscar um exemplo regional, é o mesmo que bradava por justiça e
punição para os envolvidos na fraude do DETRAN gaúcho? A resposta é clara, não.
A
modificação do PT foi tamanha que para tentar provar a inexistência do Mensalão
os advogados dos réus petistas chegaram a tratar o caso como simples formação
de Caixa 2. Como se isso fosse uma ilegalidade tolerável, o que, como se está
vendo, não foi o caso.
É
por isso que as declarações públicas dadas por José Dirceu e José Genuíno não
passa de uma tentativa de defesa do tipo “jus esperniandis”. Apenas isto. Sem
maiores conseqüências. Apesar de dizerem que a comprovação de suas inocências
passou a ser a causa maior de suas existências. A menos que possam cumprir suas
penas em liberdade, o que é pouco provável, haja vista o rigorismo com que o
STF tem tratado o caso, os líderes do PT terão pouco tempo para tentar limpar
as suas fichas.
Que
os partidos e os políticos e, principalmente o povo brasileiro, saibam tirar
proveito da aula de justiça e de cidadania que o STF está oferecendo à
nação. O aviso dado pela suprema corte
do país é bem claro: se alguém quiser chegar ao poder e ocupar cargos públicos terá
que fazê-lo com probidade e transparência e não mais por meios escusos e transversos.
Para o bem de todos e felicidade geral do Brasil.
Imagem: caio13555.wordpress.com
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