Fazendo graça pro diabo rir.
Tudo bem. É engraçado. Mas eleição não é
brincadeira. É coisa séria. Muito séria. Por isso não dá prá entender como os
partidos políticos, tão fustigados pelas críticas da imprensa e com a imagem tão
desacreditada pela população, podem aceitar candidaturas de tão mau gosto, prá
não dizer debochadas e incompreensíveis. Sempre houve candidatos estranhos,
verdadeiros ETs políticos. Mas os tempos eram outros. Não havia tanta denúncia
de corrupção.
Mas agora não. Até criança está falando mal dos
políticos. Injustamente, diga-se de passagem, pois os maus políticos são uma
minoria. Mas é o que se houve nas ruas e o que se vê e ouve nos jornais, rádios e TVs.
E é a principal pauta dos programas humorísticos. Por isso, fazer graça com a
sua desgraça é adotar a postura de hiena. Literalmente.
O primeiro passo para ser respeitado é respeitar-se
a si mesmo. Por isso não dá prá entender tanto candidato ridículo na propaganda
eleitoral gratuita de Porto Alegre. Para ficar apenas no exemplo da eleição da
capital. Fanático, Rambo Gaúcho, Palhaço e Seu Madruga, são apenas alguns
exemplos desse verdadeiro circo dos horrores. Piada de mau gosto. É o mínimo
que se pode dizer.
Desse jeito a coisa vai de mal a pior. Como fazer
com que as pessoas sérias, éticas e bem intencionadas participem da política,
se os próprios partidos não se dão o respeito? O exemplo tem que começar em
casa. Selecionando melhor os candidatos. Como melhorar a imagem da política e
dos políticos se permitem que a propaganda eleitoral seja um vale-tudo na busca
do voto?
Do jeito que a coisa vai os partidos estão fazendo
graça pro diabo rir. Depois não adianta reclamar. Ou será pensam que poderão fazer o eleitor de palhaço?
Imagem: cabecadoboeira.blogspot.com

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