Marchezan recorre ao STF para suspender
processo de impeachment
Um
olho no peixe e o outro no gato. Assim age o prefeito Nelson Marchezan Jr. em sua
campanha à reeleição. Com um processo de impeachment em pleno andamento na
Câmara de Vereadores, Marchezan precisa dividir sua atenção entre a
administração da prefeitura, a busca do voto e a sua defesa para evitar o seu
afastamento do cargo. E todas realmente estão interrelacionadas. Se for impichado,
o prefeito não só perde a cadeira como inviabiliza sua candidatura. Para não
correr o risco de que esse mau presságio vire realidade, os defensores de
Marchezan estão se valendo de todas alternativas legais possíveis.
A
mais recente, adotada nesta segunda-feira, foi o ingresso com uma ação junto ao
Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão do processo de impeachment.
Na ação, os advogados de Marchezan questionam a decisão liminar proferida pelo
desembargador Alexandre Mussoi Moreira, do Tribunal de Justiça (TJ), que
desobrigou a comissão processante de tomar os depoimentos dos autores das
denúncias.
Segundo
a colunista Rosane de Oliveira, do grupo RBS, cujo texto embasou a presente
nota, as audiências com as quatro pessoas que protocolaram o pedido de
impeachment foram determinadas em uma sentença de primeira instância, suspensa
no dia seguinte por Mussoi após a Câmara entrar com agravo no TJ. No pedido ao
Supremo, a defesa do prefeito requer que o processo de impeachment seja
suspenso até que o mérito do recurso seja julgado na Corte estadual.
Caso
não obtenha êxito na ação a votação em plenário do impeachment deverá acontecer
na semana que antecede a eleição do primeiro turno, marcada para 15 de
novembro. Caso a ação seja bem sucedida dificilmente o nome de Marchezan
deixará de constar na urna de votação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário