terça-feira, 13 de outubro de 2020

 

Marchezan adota na campanha a estratégia

 de que a melhor defesa é o ataque

 


Alvo preferencial dos candidatos à prefeitura de Porto Alegre, o prefeito Nelson Marchezan Júnior, que busca a reeleição, mostra que não se intimida com as críticas e nem mesmo com o processo de impeachment que tramita na Câmara se Vereadores, e uso o ataque para se justificar e defender. “Construí um legado de combate à corrupção e estou pagando um preço político por isso”, declara. E cita sua intolerância com os casos de corrupção, que segundo ele aconteceram em governos passados, envolvendo o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), a Procempa e a Carris, como a motivação daqueles que hoje tentam tirá-lo da prefeitura. “Conchavos e esquemas não foram aceitos e tolerados no meu governo”, enfatiza.

 Sobre a acusação de que não dialoga com a Câmara de Vereadores e outros setores da sociedade para tomar decisões, rebate dizendo que “não dialoga além do que se comprometi com os eleitores e com a população”. Segundo o prefeito, as resistências que enfrenta do Legislativo se deram em função das mudanças propostas e que auxiliaram, por exemplo, no combate à pandemia do coronavírus.

Quanto ao processo de impeachment que enfrenta, Marchezan diz que o objetivo é tirá-lo do pleito. Admite que isso dificulta sua campanha, que já considerava difícil em meio à pandemia. “Isso realmente me toma muito tempo, mas o que mais me afeta não é ter que trabalhar mais, é a injustiça de ferramentas como impeachment e CPI, que são para buscar a corrupção e que, na verdade, estão sendo usadas por grupos políticos corruptos contra o prefeito que mais combateu a corrupção na história da cidade.”

O candidato tucano promete apresentar, na campanha, os pontos que considera positivos de sua gestão, como a criação de uma Secretaria de Saúde técnica, gerenciada por médicos, que abriu leitos, qualificou a atenção primária e inaugurou o Hospital Santa Ana que, segundo ele, é uma referência para o país. Menciona, também, os avanços em Segurança Pública, como a instalação de câmeras de monitoramento por toda a cidade e a integração de sistemas de todos os órgãos policiais e de fiscalização.

Fonte: Portal CP

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