Algozes da CPI do Detran provam
o
dissabor de se tornarem réus.
Quatro dos principais algozes do
governo Yeda Crusius na CPI do Detran passaram ou estão passando por problemas
com a justiça pela suspeita de terem praticados irregularidades. É a negação do
texto bíblico que diz que “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. Mais
que isso, prova a necessidade de se duvidar dos falso profetas da honestidade
suprema. No caso, por suas condutas, os quatro envolvidos se enquadram em outro
provérbio, o de que “pimenta nos olhos dos outros é colírio”. Quem são eles? Os
petistas Elvino Bohn Gass e Stella Farias, e os pedetistas Gilmar Sossela e
Paulo Azeredo.
Quem não lembra da fúria
acusatória impiedosa desse quarteto. Tiveram tanta projeção com suas posturas agressivas
que dois deles conseguiram se reeleger deputado estadual, o terceiro, deputado
federal, e o quarto, prefeito. Pois foi acabar a CPI para começar os seus calvários
com a justiça. Stella Farias foi condenada pela justiça de Alvorada por
improbidade administrativa praticada na época em que foi prefeita do município. A decisão
porém foi modificada pelo TJ-RS, que a absolveu da acusação. Depois foi a vez
de Elvino Bohn Gass, que foi citado pela PF por suspeita de participação na
fraude do Pronaf, que prejudicou pequenos produtores rurais de Santa Cruz do
Sul e Sinimbú. A exemplo de sua companheira de partido teve seu envolvimento
arquivado por falta de provas.
Já os pedetistas Gilmar Sossela e
Paulo Azeredo estão tendo mais dificuldades para se livrarem das suas
acusações. Sossela só se mantém deputado estadual por força de uma liminar do
TSE até que seja julgado o mérito do recurso impetrado por sua defesa. Caso ela
seja negativa às suas pretensões, valerá a cassação do mandato anteriormente determinada
pelo TRE-RS. O motivo? Captação irregular de recursos para a sua campanha. Mas
o caso mais complicado é o do prefeito de Montenegro, Paulo Azeredo, que tem um
impeachment praticamente assegurado pela Câmara Municipal de Vereadores, pela
prática de diversas irregularidades na construção de uma ciclovia no município.
O sofrimento dos quatro algozes
da CPI do Detran mostra que a banca (Justiça e Parlamento) paga, mas cobra.

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