terça-feira, 6 de maio de 2014

Ação e reação midiática.



Por vezes me pego pensando se não sou exigente demais com o governo petista de Tarso Genro. Já trabalhei em diversas secretarias e órgãos públicos e sei muito bem o que é ralar todo o dia na busca de soluções para pequenos, médios e grandes problemas. E sei também o quanto é difícil conquistar um bom resultado e não vê-lo destacado pela imprensa. Ao contrário do que ocorre quando o resultado é negativo. Mas aí me dou conta de que seria impossível, tal o número de instituições públicas e o número de ações rotineiras. Porém, se não dá para divulgar tudo o que se gostaria, sempre haverá espaço na mídia para destacar a superação dos grandes problemas. Especialmente os estruturais, que não são problemas de governo, mas de Estado. Que interessam a um grande número de pessoas.

Então faço um exercício de divulgação aritmética. No atual governo do Estado são 19 secretarias, nove autarquias, dez fundações e 10 empresas de economia mista. Se o governador ao assumir, definisse um, apenas um grande projeto, ação ou obra, para cada uma das 48 entidades públicas sob sua coordenação, teria condições de apresentar mensalmente uma grande e importante realização. Uma para cada mês da sua gestão. E como fato relevante social e economicamente sempre terá espaço na mídia, teríamos farta propaganda positiva do seu governo. Mas não foi isso que se viu. Pior. Tarso prometeu muito e até agora realizou pouco. E olha que me detenho apenas naquilo que se pode chamar de importante. E para piorar a situação, meteu-se em áreas que se não estavam funcionando cem por cento, pelo menos estavam dando conta do recado, como foi o caso dos pedágios privados. E o que se viu foram os buracos retornarem às rodovias.

Como permanecem sem solução vários problemas crônicos, de grande relevância, em áreas de todas responsabilidade do Estado, como as da Educação, Saúde e Segurança, nada mais justo do que a escassez de boas notícias. Mas Tarso não concorda. E por isso critica a imprensa gaúcha. Apesar dos resultados apresentados nas pesquisas de opinião, tanto como candidato a reeleição como na avaliação do seu governo. É por tudo isso que não me considero um crítico rigoroso, mas alguém que sabe que poderia ter sido feito mais e melhor. A pujança do Rio Grande e a potencialidade de nossa gente nos permite quer mais. Que é possível voltar a sonhar com dias melhores. E acreditar nesse sonho, vendo-o estampado nas manchetes dos jornais, na tela das TVs e sonorizado pelo rádio.


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