Ação e reação midiática.
Por vezes me pego pensando se não
sou exigente demais com o governo petista de Tarso Genro. Já trabalhei em
diversas secretarias e órgãos públicos e sei muito bem o que é ralar todo o dia
na busca de soluções para pequenos, médios e grandes problemas. E sei também o
quanto é difícil conquistar um bom resultado e não vê-lo destacado pela
imprensa. Ao contrário do que ocorre quando o resultado é negativo. Mas aí me
dou conta de que seria impossível, tal o número de instituições públicas e o
número de ações rotineiras. Porém, se não dá para divulgar tudo o que se
gostaria, sempre haverá espaço na mídia para destacar a superação dos grandes
problemas. Especialmente os estruturais, que não são problemas de governo, mas
de Estado. Que interessam a um grande número de pessoas.
Então faço um exercício de divulgação
aritmética. No atual governo do Estado são 19 secretarias, nove autarquias, dez
fundações e 10 empresas de economia mista. Se o governador ao assumir, definisse
um, apenas um grande projeto, ação ou obra, para cada uma das 48 entidades
públicas sob sua coordenação, teria condições de apresentar mensalmente uma
grande e importante realização. Uma para cada mês da sua gestão. E como fato
relevante social e economicamente sempre terá espaço na mídia, teríamos farta
propaganda positiva do seu governo. Mas não foi isso que se viu. Pior. Tarso
prometeu muito e até agora realizou pouco. E olha que me detenho apenas naquilo
que se pode chamar de importante. E para piorar a situação, meteu-se em áreas
que se não estavam funcionando cem por cento, pelo menos estavam dando conta do
recado, como foi o caso dos pedágios privados. E o que se viu foram os buracos
retornarem às rodovias.
Como permanecem sem solução
vários problemas crônicos, de grande relevância, em áreas de todas
responsabilidade do Estado, como as da Educação, Saúde e Segurança, nada mais
justo do que a escassez de boas notícias. Mas Tarso não concorda. E por isso
critica a imprensa gaúcha. Apesar dos resultados apresentados nas pesquisas de
opinião, tanto como candidato a reeleição como na avaliação do seu governo. É
por tudo isso que não me considero um crítico rigoroso, mas alguém que sabe que
poderia ter sido feito mais e melhor. A pujança do Rio Grande e a
potencialidade de nossa gente nos permite quer mais. Que é possível voltar a
sonhar com dias melhores. E acreditar nesse sonho, vendo-o estampado nas
manchetes dos jornais, na tela das TVs e sonorizado pelo rádio.

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